O álcool é uma das substâncias mais consumidas no mundo, mas seus efeitos no organismo podem ser tanto imediatos quanto a longo prazo. O tempo necessário para o corpo processar o álcool varia, dependendo da quantidade ingerida e das condições de saúde do indivíduo. Em média, o fígado leva cerca de uma hora para metabolizar uma lata de cerveja, o que significa que se alguém beber oito latas, o álcool pode permanecer no organismo por pelo menos oito horas.
Efeitos imediatos
Os efeitos imediatos do álcool no corpo humano são bastante variados e dependem de fatores como a quantidade consumida e o estado físico da pessoa.
Os sintomas mais comuns são a fala arrastada, sonolência, vômitos, diarreia e queimação no estômago, dor de cabeça e dificuldade para respirar, alterações na visão e audição, comprometimento da capacidade de raciocínio, percepção e coordenação motora e perda de reflexos e julgamento da realidade, podendo levar ao coma alcoólico.
Além disso, o consumo excessivo de álcool pode causar blackouts alcoólicos, que são falhas de memória onde o indivíduo não consegue recordar eventos enquanto estava sob a influência do álcool. No caso de mulheres grávidas, o consumo de álcool pode resultar na síndrome fetal alcoólica, um distúrbio genético que causa deformações físicas e retardo mental no feto.
Efeitos a longo prazo
O consumo regular de grandes quantidades de álcool, acima de 60g por dia (equivalente a 6 chopps, 4 taças de vinho ou 5 caipirinhas), pode prejudicar a saúde, favorecendo o desenvolvimento de diversas doenças.
- Hipertensão: o consumo excessivo de álcool pode aumentar a pressão arterial, especialmente a pressão sistólica. Além disso, o álcool pode diminuir a eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos, o que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto;
- Arritmia cardíaca: o álcool em excesso pode afetar o funcionamento do coração, causando arritmias como fibrilação atrial e extra-sístoles ventriculares. Isso pode ocorrer mesmo em pessoas que não costumam beber com frequência, mas que exageram em uma ocasião específica;
- Colesterol: o consumo de grandes quantidades de álcool eleva os níveis de VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade), aumentando o risco de aterosclerose, uma condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias. Além disso, o álcool reduz os níveis de HDL (colesterol bom);
- Aterosclerose: o consumo excessivo de álcool pode causar o inchaço das paredes das artérias, facilitando o desenvolvimento de aterosclerose, que pode comprometer a circulação sanguínea e aumentar o risco de doenças cardiovasculares;
- Cardiomiopatia alcoólica: essa condição ocorre em pessoas que consomem quantidades elevadas de álcool por anos. A cardiomiopatia alcoólica é mais comum em indivíduos jovens, entre 30 e 35 anos, e leva a um aumento da resistência vascular, o que prejudica o desempenho do coração.
Além dessas doenças, o álcool em excesso pode aumentar os níveis de ácido úrico no organismo, provocando a deposição de cristais nas articulações e gerando dores intensas, conhecidas como gota.