Mais um abril que chega trazendo um outono com muitas notícias boas, más, preocupantes, tristes, embaladas naquele ventinho frio que avisa que o inverno logo estará batendo em nossa parte.
Para começar, uma notícia boa para nós erexinenses é a data de nascimento do nosso saudoso e grande escritor, Gladstone Osório Mársico, em 05 de abril. A este conterrâneo que até hoje nos enche de orgulho, esperamos que esteja escrivinhando lindas e engraçadas histórias recostado em nuvens confortáveis.
Outro acontecimento deste mês, que ocorre ocasionalmente conforme o calendário, é a Páscoa, celebrada por todos os católicos e cristãos do mundo todo. É uma data para ser lembrada pela importância que este fantástico judeu deixou em sua curta passagem pela vida, que foi nos ensinar amar e respeitar o próximo, fazer caridade, praticar o bem sem olhar a quem. Não sou religiosa, mas acredito que este homem deveria ser levado muito mais a sério. Sempre!
E, finalmente, o aniversário do nosso querido município de nome Erexim (sim, com “x” mesmo, pois é uma palavra indígena que quer dizer Campo Pequeno, conforme sempre defendeu, e com razão, o Prof. Guilherme Barp).
Somos um município jovem em comparação a outros, mas desde nossa emancipação em 2018, tivemos uma história bonita com algumas exceções, claro!
Neste mês do aniversário do nosso Erexim, vou comentar sobre alguns temas e projetos que nossos conterrâneos têm apresentado de maneira inteligente e criativa, assim como outros que, infelizmente, não têm saído das gavetas públicas ou por falta de empenho ou por falta de compromisso para com a sociedade.
Um dos projetos é o da Escola Estadual Professora Helvética Rotta Magnabosco, iniciado em 2008, conforme reportagem deste jornal (05/06/2008). Pelas mãos da então professora Denise Portela Sperotto, criou-se um recanto com horta, minhocário, aproveitando todos os resíduos da própria escola (lixo orgânico) e até o óleo da cozinha. Este trabalho envolveu todas as disciplinas. Lixeiras coloridas foram feitas para ajudar os alunos na coleta seletiva. Houve a participação da comunidade local, do horto florestal, da Secretaria da Agricultura, do Centro Universitário IDEAU.
Nestes dias estive visitando esta escola, onde conversei com os professores Miriam Regina Rempel e João Batista Debastiani, que muito gentilmente me informaram e esclareceram alguns pontos, que nesta pandemia sofreram paralisação, mas que já estão retomando estas atividades. Mostraram o local da horta, já pronta para semeadura dos vegetais que serão aproveitados na merenda da escola. Há pneus (doados) servindo de vasos onde estão plantados diversos temperos e chás. O minhocário fica do lado oposto para não haver contaminação enquanto se prepara a compostagem. Senti nesta visita o entusiasmo destes professores, o que me encheu de esperança quanto a uma verdadeira educação – abrangendo meio ambiente com as demais disciplinas (matemática, ciências, português).
E as escolas municipais como estão nesse quesito? Espero que todas possam ter projetos “tão simples e tão brilhantes”, preparando um futuro em que se preserve a continuidade de nossa espécie. É a escola o veículo para a infância chegar lá. E com a participação efetiva das Secretarias do Meio Ambiente, da Agricultura, de Obras, Universidades mais fácil será a caminhada.
Parabéns, parabéns a esta escola inteligente.
Infelizmente eis que surge uma notícia preocupante veiculada neste jornal (29/03/2022) – uma liminar impedindo a construção do novo presídio de Erechim, pela Parceria Pública Privada. Esta liminar foi protocolada pelo AMAPERGS Sindicato, alegando inconstitucionalidade e foi deferida na noite (?) desta sexta-feira (25) pelo Desembargador Rui Portanova. Um pequeno detalhe que não deveria nos escapar, seria o emprego que perderiam estes agentes?
À alegação de que a segurança pública é dever do Estado, vem a pergunta – só a construção da obra tiraria do Estado a responsabilidade pela segurança do cidadão? Não haveria fiscalização? Não se conhece o teor desta parceria, mas seria bom que nós, como sociedade civil, a conhecêssemos. Afinal, construir um presídio não é o mesmo que construir um clube recreativo.
Resumindo, a população erexinense, de 107 mil habitantes, está refém de um sindicato que comporta pouco mais de 7 mil associados.
Portanto, convido aqui de público autoridades, vereadores, prefeito, empresários, população a promoverem um “mutirão” exigindo sim, que a questão deste presídio que se arrasta há anos seja resolvida! Mas com urgência urgentíssima!