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Opinião

Administração Pública - Para que serve?

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Divulgação/Arquivo pessoal
Por Gaby Garbin Mársico
Foto Divulgação

Em nosso sistema de governo democrático e presidencialista, a cada quatro anos somos obrigados (não deveria ser) a votar para escolher nossos governantes – administradores – do País, do estado, do município. Se escolhermos administradores bons e responsáveis, tudo irá bem no que deve ser uma administração voltada EXCLUSIVAMENTE para o bem comum da população.

Se escolhermos pessoas com pouco conhecimento (ou nenhum) no desempenho da função, ou irresponsáveis e/ou populistas quanto à coisa pública – res publica – ficamos em má situação.

Na área municipal o quadro governamental é composto pelo Executivo (prefeito) que por sua vez é composto por secretarias, cujos secretários são escolhidos ou por pertencerem ao mesmo partido do prefeito ou por aliados políticos. Infelizmente nem sempre é um técnico da área.

 

E o Poder Legislativo que são os vereadores (também eleitos por nós) que devem (ou deveriam) fiscalizar, aprovar ou vetar os atos do Executivo e de suas secretarias.

Para o bom andamento da caravana governamental municipal as secretarias precisam trabalhar SEMPRE em prol do bem-estar da coletividade e do desenvolvimento do município.

Isto posto, tivemos um fato vergonhoso no final do ano e início deste que foi em relação ao recolhimento do lixo. O que aconteceu? Conforme nosso contato com a Ouvidoria (a Secretaria de Meio Ambiente não nos deu nenhuma explicação) a informação é que teria havido uma quebra de contrato (?) com a empresa responsável pelo trabalho e que o governo estaria tomando providência. O que foi feito. Isto tudo naqueles dias das festas de fim de ano.

 

Esse problema do lixo estava acontecendo há algum tempo, conforme informação de moradores de diversas ruas (inclusive a minha) como lixeiras não esvaziadas, lixos “perdidos” no caminho e nas calçadas... A Secretaria responsável tomou alguma providência? Houve fiscalização? Foi de última hora que a empresa “saltou” fora? E o contrato, o que dizia? E os advogados da Prefeitura não têm a obrigação de verificar a validade dos contratos assinados com empresas particulares?

E este novo contrato válido por 180 dias traz garantias para esse tempo de atuação? E depois?

Muitas perguntas que nós, contribuintes, precisamos ter respondidas.

 

Vem a propósito a excelente matéria deste Jornal (08, 09 e 10/01/2022) feita pelo jornalista Igor Dalla Rosa Müller, com a advogada tributarista, Daniela Cristina Trentin, sobre o problema no recolhimento do lixo nos bairros. Eis um bom motivo para os representantes destes bairros se manifestarem. Precisam defender seus direitos como contribuintes, de receberem o mesmo tratamento de quem mora no centro da cidade. Ou, como a advogada afirma, pagar uma taxa menor, pois não deveriam pagar por um serviço que não é feito, como vem acontecendo.

Fiquemos atentos, pois somos os empregadores da Administração Municipal que com nossos impostos fazemos funcionar a máquina pública, que DEVE, sim, funcionar para o bem de toda população.

 

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