Nos últimos 15 dias, principalmente, o cenário da pandemia está ainda mais preocupante em âmbito regional. Nesta sexta-feira (4), os hospitais de referência de Erechim (Fundação Hospitalar Santa Terezinha e Hospital de Caridade – HC) informaram que 80 pessoas estavam internadas em razão de complicações causadas pela covid-19. Destas, 37 são erechinenses e 43 residem em outros municípios.

Conforme a secretária de Saúde de Jacutinga e representante dos secretários da pasta, da Região 16 no Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul – Cosems, Valdirene Fátima Ramme Foletto, a realidade é muito diferente da observada no mesmo período do ano passado, por exemplo. “Naquele tempo, acreditávamos que a carga viral estava baixa e as pessoas que estavam se contaminando, pertenciam a algum grupo de risco, com comorbidades. Nesse momento, muitas, desse grupo, já receberam as duas doses da vacina. No entanto, vale reforçar que, mesmo quem já recebeu a vacina contra a covid-19 deve seguir todas as medidas de segurança”, enaltece.
Por outro lado, observa a secretária, as equipes de saúde percebem que a procura por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e a necessidade mais expressiva de internação se dá por pessoas mais jovens, sendo que, a média de ocupação de leitos em UTI’s fica entre 40 e 60 anos de idade. “Do mesmo modo, como a maioria dessas pessoas possui uma imunidade melhor, a saída das unidades está mais demorada”, acrescenta.
Valdirene reforça que os sintomas estão muito mais fortes e a disseminação do vírus está ocorrendo de uma forma mais expressiva. “Isso nos leva a crer que a carga viral está muito alta. Nesse sentido, os municípios que integram a denominada R16 precisaram adotar protocolos mais efetivos para buscar a diminuição dos casos ativos e, por sua vez, dos índices de internação hospitalar”, enfatiza.
Nesse momento, por meio dos boletins, identifica-se uma leve queda de confirmações para o Coronavírus. “Ao mesmo tempo, nossa preocupação se estende aos ambientes hospitalares, onde só poderemos identificar os resultados das ações efetuadas agora, nos próximos 15 dias. Isso se o cenário não mudar novamente”, alerta a representante dos secretários de Saúde.
Valdirene chama a atenção para um dos pontos que exige uma atenção redobrada no que diz respeito a facilidade de disseminação da covid: o próprio ambiente familiar. “Nem todas as pessoas mantém todos os cuidados e, com isso, amplia-se os riscos de mais contaminações. Fizemos o pedido à igreja católica, em relação as cerimônias de Crisma, Batizado e Primeira Eucaristia. Sabemos que o problema não era dentro das igrejas, pois é exigido o uso de máscara e distanciamento, por exemplo. A questão eram os encontros familiares (com pessoas fora do domicílio) que aconteciam após as missas. Nesse momento, o melhor é evitar. Pedimos que, independentemente do local, os cuidados não sejam deixados de lado”, ressalta.