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Saúde

25 de maio: Dia Internacional da Tireoide

Dra. Paula da Rocha Jaskulski, médica Endocrinologista e Metabologista explica que, com o diagnóstico e tratamento corretos é possível controlar os sintomas das disfunções tireoidianas e ter uma boa qualidade de vida

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Por Dra. Paula da Rocha Jaskulski
Foto Divulgação

Este dia foi estabelecido com o objetivo de promover a conscientização e o entendimento dos problemas da tireoide. A tireoide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), pesa cerca de 15-25 gramas e fica localizada na parte anterior do pescoço. Produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) e age em todo nosso metabolismo. Interfere em diversas funções, como no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional, garantindo o equilíbrio do nosso organismo.

Quando há uma alteração na tireoide, pode ocorrer uma liberação excessiva de hormônios (hipertiroidismo) ou insuficiente (hipotireoidismo).

No hipotireoidismo o organismo começa a funcionar mais lentamente: o coração bate mais devagar, a pessoa fica mais constipada, o crescimento pode ficar comprometido, pode piorar a memória, aumentar o cansaço e levar a uma retenção hídrica (ganho de até 3 kg), entre outras alterações. Já no hipertireoidismo ocorre o oposto: o corpo fica mais acelerado, então as pessoas podem ter batedeira no coração, diarreia, emagrecimento e insônia, por exemplo.

E a covid-19 pode alterar a função da tireoide? A resposta é sim. A tireoide apresenta altos níveis da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) e protease transmembrane serina 2 (TMPRSS2), que permitem que o SARS-CoV-2 (o coronavírus) infecte as células e cause disfunções tireoideanas, como a tireoidite subaguda. Essa condição já é previamente bastante conhecida, podendo ser precedida por uma infecção viral do trato respiratório superior, e com a pandemia essa disfunção tem ganhado destaque. Geralmente são alterações auto limitadas, que causam dor (quando não causam são chamadas de tireoidite silenciosa ou atípica) e evoluem de forma trifásica: inicialmente há tireotoxicose (aumento dos hormônios), depois em alguns casos hipotireoidismo e retorna então ao eutireoidismo, tendo uma duração média de 3 meses. O tratamento geralmente é com anti inflamatórios ou corticoides. Porém, outras alterações também vêm sendo relatadas e diversos estudos estão em andamento para avaliar repercussões tardias da COVID-19 na tireoide.

 

 

 

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