O Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), instituído em 19 de maio, marca o mês da campanha Maio Roxo que tem o propósito de esclarecer e divulgar várias informações sobre o assunto, ampliando a conscientização quanto às milhões de pessoas que sofrem de algum problema relacionado. O foco está voltado à melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
As principais doenças intestinais são a de Crohn e a colite ulcerativa, também conhecida como retocolite ulcerativa.
Segundo a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD), ainda não se sabe qual a incidência no país. Contudo, estima-se que existam mais de 2 milhões de pacientes com DII nos Estados Unidos. Os homens e as mulheres parecem ser afetados em igual proporção — apenas nota-se que a doença de Crohn tem um ligeiro predomínio em mulheres.
De acordo com o médico coloproctologista de Erechim, Enzo Martins Taglietti, as DII são inflamações crônicas nos intestinos que podem provocar fístulas e perfuração, além de desnutrição crônica e obstruções. “Isso pode gerar ao portador muito desconforto e risco. Na região, tanto a colite ulcerativa quanto a Doença de Crohn são observadas com mais frequência”, explica.
O especialista assinala que, por ser uma doença de origem genética, pode acometer qualquer pessoa, especialmente jovens dos 15 aos 30 anos, e com um segundo pico de incidência dos 45 aos 60 anos de idade.
Sintomas comuns
Dr. Enzo cita que, entre os sinais de alerta mais comuns para as doenças está a dor abdominal e diarreia, e pode apresentar, com frequência, sangramento e muco nas fezes. “Além disso, podem acompanhar dores articulares e manifestações oftalmológicas e dermatológicas”, cita.
O médico de Erechim alerta que, devido a pandemia, muitas pessoas interromperam seus acompanhamentos com os especialistas, com o receio de se infectar pelo Coronavírus. “No entanto, o fato de não fazerem uso da medicação específica e exames de controle, pode acarretar, em alguns casos, piora das crises, especialmente porque o fator psicológico precipita a piora da doença”, pondera.
É possível tratar!
As doenças não têm cura mas podem ser tratadas, proporcionando mais bem-estar aos pacientes. Em relação ao diagnóstico, Enzo salienta que é feito com base nos aspectos clínicos do paciente e confirmado por meio de exames de laboratório, imagem ou endoscópicos.
Ao mesmo tempo, vale mencionar que todos os casos são tratáveis e, com a medicação adequada, é possível levar uma vida normal. “Existem diversos tipos de tratamento, desde os mais simples até os mais complexos e modernos, com medicação fornecida pelo Estado”, pontua.
Alimentação contribui na prevenção
Assim como em todas as outras situações, a dieta pode ser uma importante aliada na prevenção de problemas. Nesse sentido, o coloproctologista de Erechim, reitera que quanto mais saudável e variada for a alimentação, melhor os efeitos à flora intestinal, protegendo a mucosa de agressões. “Já o fumo e as substâncias irritantes como as bebidas alcóolicas precisam ser evitados. Do mesmo modo, a aderência ao tratamento também é essencial”, reforça Enzo.