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Saúde

Região dispõe de estrutura e controle rígido para armazenamento de vacinas

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Enquanto muitas cidades do país enfrentam problemas ou dificuldades em relação ao armazenamento das vacinas contra o Coronavírus, na região de Erechim a realidade até esse momento é diferenciada.

Um sistema foi organizado e permite, por um meio de controle rígido, que seja garantida a segurança de qualidade do imunizante. Desse modo, as remessas chegam de Porto Alegre (via aérea ou terrestre) à Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) em Erechim, acondicionadas em caixas de isopor, entre dois e oito graus, e, em seguida, é realizada a conferência de temperatura, lote e quantidade. Na sequência, as unidades são colocadas em câmaras de conservação e imediatamente é realizada a separação por quantitativo de cada município. Nesse intervalo, elas ficam acondicionadas nas câmaras de conservação até a retirada. “Os municípios retiram com caixas térmicas, com termômetros. A temperatura da caixa para o transporte deve estar entre dois e oito graus. Cabe ressaltar a agilidade e organização com que o Estado tem repassado essas doses, que entre receber e organizar a distribuição no Estado tem sido menos de 24 horas. Isso é fundamental”, ressalta a coordenadora adjunta da 11ª CRS, Cibeli Lazzari.

Segundo ela, a Coordenadoria tem trabalhado da mesma forma, para que o mais breve possível as vacinas estejam à disposição da comunidade. “Se pudesse resumir todo o processo, diria: celeridade e comprometimento. Nesse sentido, o lema do Estado tem sido ‘O RS estoca vacina no braço’, visto que os dados registrados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), tem mostrado a responsabilidade dos municípios com suas equipes para que isso de fato aconteça”, enaltece.

O Estado do RS está em primeiro lugar na aplicação das primeiras doses.

Cibeli explica que, seguindo o prazo de validade e as condições da temperatura, não há tempo definido de duração do imunizante. Somente depois de aberta, de acordo com o laboratório, tem um tempo para aplicação: no caso da CoronaVac, são oito horas e da Astrazeneca Fiocruz, 48 horas.

Em Erechim

A enfermeira e coordenadora da Saúde, Leila Hoffmann, explica que os imunobiológicos ficam guardados nas câmaras frias que estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), na Central de Vacinação, e ainda, no setor de Epidemiologia - onde fica o maior estoque. “As câmaras frias possuem bateria, para, caso falte energia elétrica, não haver problemas. Também está acoplado um termômetro que mantém a temperatura ideal entre dois e oito graus. Caso oscile, é emitido um sinal de alerta para verificação. Além disso, há um controle por mapa – sistema pelo qual é feito uma leitura da câmara fria pela manhã e outra à tarde para confirmar se está tudo certo com o funcionamento”, comenta, citando que, ao mesmo tempo, os equipamentos são revisados constantemente pela empresa responsável.

No momento de transportar as vacinas, tudo é feito com o suporte de uma caixa térmica que é climatizada e possui termômetro para acompanhar o processo.

Leila enfatiza que, a prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, se antecipou com a compra dos equipamentos e isso auxilia em todo o processo atual de vacinação. “Desse modo, não há problemas no armazenamento das doses”, salienta.

 

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