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Saúde

Epidemia: 18 municípios da região têm casos confirmados

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

O Alto Uruguai prossegue em um cenário tenso em relação ao aumento de casos confirmados de dengue. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, causa preocupação expressiva dos órgãos de saúde, sendo que, em paralelo à uma pandemia de covid-19, há uma epidemia de dengue. Ao todo, já foram confirmados 1.567 casos em toda a região.

Dos 33 municípios, 18 apresentam confirmações para a doença e 20 possuem casos em investigação.

Os números ainda mais expressivos estão concentrados, principalmente, em Erechim e Aratiba. Em 10 dias, a ‘Capital da Amizade’ teve aumento de 320 casos e Aratiba registrou 108 novas confirmações no mesmo período. Autoridades frisam que o momento é delicado e exige a atenção de todos os munícipes. Uma responsabilidade compartilhada e que pode fazer a diferença.

Mais mutirões

A coordenadora da Vigilância Ambiental da 11ª Coordenadoria Regional de S, Maria Helena Dalmazzo, reitera que a fase é de extrema preocupação e orienta que os municípios podem agir, visando a redução da população do mosquito, por meio de mutirões. “O que certamente reduzirá os riscos, especialmente naqueles que ainda não registraram casos. É uma atitude essencial neste momento”, salienta.

Em Erechim

Conforme o diretor de vigilância em saúde de Erechim, Éverton Pujol Guterres, todas as ações que possam contribuir no combate à epidemia, estão sendo desenvolvidas. Em entrevista ao Bom Dia, ele enfatizou que a Secretaria de Saúde desenvolve uma força-tarefa junto a equipe de Defesa Civil, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Obras, contudo, é essencial o apoio e a colaboração de toda população. “Entendemos que esse pico de casos não possui apenas um fator responsável. Entre os principais está o aumento da pluviosidade; a questão do lixo – sendo que o município possui uma grande quantidade. Desde o início das operações em fevereiro, já foram contabilizados 250 caminhões com materiais/ resíduos, oriundos de locais públicos e privados. Esse tipo de situação inviabiliza o controle do Aedes”, destaca Everton.

Outro ponto importante, assinalado pelo diretor, é a reserva inadequada de água. “Muitas pessoas tem as cisternas para coleta de água da chuva, porém, nem todas seguem à risca o cuidado para evitar que ali seja um criadouro de mosquitos”, observa.

Everton cita, ainda, que participou de uma reunião com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, para debater sobre a situação problemática vivenciada no município e em outras regiões do RS.

Atuação nas ruas

Atualmente, conforme Everton, os agentes de combate às endemias trabalham muito com base nas notificações do dia anterior. “Eles são realocados nos bairros em que há o maior número de registros suspeitos, para intensificar o controle do Aedes. Isso envolve, também, o bloqueio de transmissão com a aplicação de inseticida no entorno da casa, com foco em eliminar o mosquito adulto. Ao todo, já foram realizados 2.500 bloqueios em Erechim”, pontua.

Vale ressaltar que essa medida possui uma eficácia de aproximadamente 25%, por isso, nada substitui o esforço conjunto de cada cidadão em seguir todos os cuidados em casa, para evitar recipientes com água parada. “Isso deve prosseguir, é um trabalho constante, mesmo com a chegada de frio mais intenso. Caso contrário, após o fim de agosto os casos irão aumentar novamente”, alerta.

A pandemia do Coronavírus é mais um aspecto que mudou toda a rotina, inclusive de trabalho dos agentes - principalmente em 2020, que foi ainda mais atípico. Neste ano as atividades foram retomadas integralmente, prosseguindo os protocolos de prevenção à covid-19.

De acordo com o diretor de vigilância em saúde, em Erechim são cerca de 40 profissionais nas ruas atuando no combate ao mosquito transmissor.

 

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