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Saúde

Todas as regiões prosseguem em bandeira preta

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Por Da redação / Com informações Governo RS
Foto Divulgação

Criado de forma pioneira pelo governo do Estado para que pudessem ser aplicadas restrições necessárias de enfrentamento à pandemia na proporção, no local e no momento adequados, o modelo de Distanciamento Controlado completa, nesta sexta-feira (16), a 50ª rodada.

Apesar de melhorias em alguns indicadores, o Rio Grande do Sul chega na oitava semana consecutiva com o nível de risco mais grave no programa: todas as 21 regiões em bandeira preta. 
Desde a 43ª rodada (27/2 a 8/3), foi criada a salvaguarda estadual que garante a aplicação automática da bandeira mais grave a todas as regiões quando a capacidade hospitalar está próxima do limite.
Como há risco de as equipes de saúde estarem sobrecarregadas e de haver atraso no preenchimento dos dados, o Gabinete de Crise determinou que quando a razão de leitos livres de UTI sobre leitos ocupados por Covid em UTI estiver menor ou igual a 0,35 a nível estadual, a salvaguarda será acionada, e se sobrepõe à média ponderada dos indicadores regionais.
No cálculo desta 50ª rodada, por exemplo, o RS estava com 333 leitos de UTI livres e 2.096 pacientes confirmados covid-19 em UTI, alcançando índice de 0,16 – ainda abaixo da régua da salvaguarda. Ainda assim, o número está melhor do que na rodada anterior, quando foi de 0,06.
Como a ocupação hospitalar ainda está próxima a 90%, o Estado segue com pressão sobre o sistema de saúde gaúcho – por isso, o Gabinete de Crise segue com cautela para atender a pedidos de mudanças nos protocolos do Distanciamento Controlado nesta semana.

Região de Erechim

Conforme a justificativa da equipe técnica do Estado, na versão preliminar do Distanciamento Controlado desta semana, a região de Erechim obteve a mensuração final compatível à bandeira Preta.
Quanto aos seus quatro indicadores regionais, Erechim obteve as seguintes bandeiras: no indicador de incidência (número de hospitalizações por covid-19 para cada 100 mil habitantes) a bandeira foi Preta; no de projeção de óbitos a bandeira obtida foi Preta; quanto à velocidade de avanço (hospitalizações confirmadas nos últimos 7 dias / hospitalizações confirmadas nos sete dias anteriores) a bandeira foi Laranja; e com relação ao estágio da evolução na região (ativos/recuperados) a bandeira foi Amarela. 
O número de novos registros de hospitalizações, nos últimos sete dias, comparado com a semana anterior, apresentou um aumento de 12.5%, passando de 24 para 27. Quanto ao número de óbitos, nos últimos 7 dias, comparado com a semana anterior, tivemos uma queda de 31.2%, passando de 16 para 11.
O número de internados em UTI por SRAG, comparado com a semana anterior, apresentou um aumento de 3.0%, passando de 33 para 34. No caso do número de internados em leitos clínicos para covid-19, entre as duas semanas verifica-se um aumento de 9.4%, passando de 32 para 35.
Para o número de internados em UTI confirmadas, a situação foi de um aumento de 6.2%, passando de 32 para 34.
O número de casos ativos observados na penúltima semana, comparado à anterior, tivemos uma queda de 14.6%, passando de 1046 para 893. Quanto aos casos recuperados nos 50 dias prévios à penúltima semana, comparado à anterior, tivemos um aumento de 7.2%, passando de 4823 para 5172. Com isso a razão entre as duas variáveis teve uma queda de 20.4%, passando de 0.22 para 0.17. Com relação ao número de leitos de UTI livres para atender Covid-19 no último dia, o
quantitativo apresentou uma queda de 60.0%, passando de 10 para 4.
Destaca-se que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada, refletindo na bandeira Preta para o indicador de incidência na região.

Alerta máximo

Segundo a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o cenário ainda é de risco altíssimo e cada um não fizer a sua parte, "o Estado ser cuidadoso ao liberar as atividades, os municípios serem rigorosos na fiscalização e os estabelecimentos e as próprias pessoas respeitarem os protocolos da sua cidade, além dos protocolos obrigatórios, como uso de máscara, evitar aglomeração e fazer a higienização constante, mais tempo ficaremos sob as restrições de distanciamento”, apontou Arita.

Ritmo de queda nas internações perde velocidade

Nesta 50ª rodada, houve nova redução nos números de pacientes confirmados com covid-19 em leitos clínicos (-11%) e em UTI (-10%), comparativamente à semana anterior. O número de registros de óbito também reduziu, caindo 14% no período.
No entanto, o Boletim de Hospitalizações RS, atualizado diariamente pelo Comitê de Dados, nesta sexta-feira (16/4), mostra que há uma desaceleração na queda de internações no Estado em leitos clínicos. A variação de pacientes confirmados com Covid na semana retrasada foi de -21,4%, na semana anterior de -,18,3% e, nesta semana, de -10,8%. Enquanto que no dia 5 de fevereiro havia 1.329 pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19 em leitos clínicos, nesta sexta (16/4), são 3.106 internados, ou seja, 2,3 vezes a mais que no início do ciclo.
Ainda conforme o Comitê, o total de pacientes confirmados e suspeitos em UTI chegou ao pico de internados no dia 21 (2.771), mantendo-se com relativa estabilidade até o dia 27 de março, quando iniciou-se um processo de redução. Nesta sexta (16), a taxa de ocupação de leitos UTI em geral estava em 88,5%, sendo 2.168 pacientes confirmados ou suspeitos para Covid-19 e 824 pacientes não Covid.
Somando o total de pacientes confirmados e suspeitos em leitos clínicos e UTI, o RS ainda está com quase duas vezes mais internados do que nos picos anteriores. “Nos últimos dias, houve desaceleração do ritmo de queda no número de internados em leitos clínicos. Mantém-se alerta, pois qualquer reversão do processo de queda passará antes por uma desaceleração, e, dada a continuidade da alta pressão sobre o sistema hospitalar, ainda não há espaço para nova elevação a partir do patamar atual”, aponta balanço do Comitê de Dados.
Mapa da 50ª rodada
O mapa divulgado nesta sexta (16/4) já é definitivo, com validade até 26 de abril, ou seja, não há possibilidade de envio de pedidos de reconsideração à classificação, devido à gravidade do cenário.
Também segue suspensa a Regra 0-0, a partir da qual municípios sem registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias poderiam adotar protocolos de bandeira imediatamente inferior.
A cogestão regional, por sua vez, está permitida. Atualmente, todas as 21 regiões aderiram à gestão compartilhada e podem utilizar protocolos próprios até o limite de restrições da bandeira vermelha – não podendo ser mais flexíveis que isso.

 

 

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