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Saúde

Doação de sangue: gesto de amor ao próximo é referência na região

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Mesmo diante de um cenário delicado em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus, a postura de muitos doadores de sangue da região se manteve, contribuindo para o equilíbrio dos estoques no Banco de Sangue do Alto Uruguai Gaúcho.

Eventualmente há necessidade de algumas campanhas para mobilizar a população em razão de alguma carência em determinados grupos, como no caso do tipo O negativo.

Nesta semana, em sua página nas redes sociais, o Banco de Sangue solicitou o apoio dos doadores, sendo que, no caso específico do O negativo, não é necessário agendamento para doar.

O presidente da entidade, Alexandre Lyrio, destacou o envolvimento da comunidade e a participação assídua dos doadores, principalmente nos momentos de necessidade mais expressiva. “As pessoas que tem sangue O negativo fazem parte de um clube de solidariedade muito forte, pois só podem receber o mesmo tipo sanguíneo, que também é considerado essencial nas emergências hospitalares. Sendo assim, há muita procura mas pouca oferta, pois somente 16% da população tem o sangue O negativo. Fizemos o pedido nesses dias, foi atendido, contudo, vale reforçar que sempre é necessário”, comenta.

Lyrio ressalta que é fundamental que as doações aconteçam durante o ano inteiro. “Nosso maior patrimônio são os doadores. Na região percebemos uma regularidade impressionante, que se sobressai a outras localidades. Isso é louvável. Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, eles continuam ajudando a salvar vidas. Nosso agradecimento é permanente à essas pessoas que manifestam esse gesto nobre de amor”, reitera, citando que o agendamento para as doações é muito bom, pois, além de facilitar no controle de estoque (considerando que o sangue tem uma validade de 30 dias), as pessoas não precisam esperar muito tempo, o que torna o processo mais organizado e evita aglomerações.

O Banco de Sangue do Alto Uruguai Gaúcho atende as necessidades dos 32 municípios da Associação de Municípios do Alto Uruguai e, quando necessário, também concede um suporte para Passo Fundo. “Somos o único Banco de Sangue do Estado que é privado e fornece insumos à entes públicos. É uma característica importante e que faz toda a diferença no atendimento de saúde da população regional”, destaca.

O horário de atendimento para doação é das 7h30 às 11h30. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 3522 5366.

Pessoas que contraíram covid-19 podem doar sangue após 30 dias

* Com informações: Agência Brasil

Pessoas que contraíram covid-19 podem doar sangue, se respeitarem um período mínimo após a melhora completa de sintomas. Para que estejam habilitadas a doar, é necessário que aguardem 30 dias depois que todos os indicativos da doença tenham desaparecido, conforme explica a médica hemoterapeuta Roberta Fachini, do Hospital Sírio-Libanês.

A profissional destacou que, até o momento, não houve evidências científicas de que o Sars-CoV-2 possa ser transmitido por meio de transfusões de sangue. Mesmo assim, ressalta, os bancos de sangue e hemocentros têm tido cautela em relação ao assunto, como prevenção. "Felizmente, esse vírus, apesar de ser detectado, por exames de biologia molecular, também na corrente sanguínea, não existe nenhuma comprovação científica de que essa quantidade de vírus seja capaz de infectar um paciente pela via transfusional. Mas, de qualquer forma, o critério de 30 dias após plena recuperação dos sintomas tem sido bastante aceito, é o praticado mundialmente, como critério de segurança adicional", afirma.

Por esse motivo, perguntas relacionadas à covid-19 tornaram-se praxe, sendo adicionadas ao questionário que já era feito anteriormente pelas equipes de triagem dos bancos de sangue. Durante a entrevista, os profissionais de saúde buscam saber se o potencial doador teve contato recente com alguém que teve o diagnóstico de covid-19 confirmado, ou seja, que testou positivo para a doença, o que pode, inclusive, identificar candidatos que possam ser assintomáticos. Para averiguar, indagam também se o voluntário apresentou febre nos últimos 14 dias, sintomas gripais, como falta de ar, tosse e coriza, perda de paladar ou paladar distorcido, perda de olfato e cefaleia. "É diferente do risco de transporte ou do supermercado, que a gente não sabe se entrou ou não em contato com o vírus. Mas se teve alguém que trabalha com a gente ou da mesma casa, com diagnóstico recente, a gente pede que esse doador não doe nesse momento e aguarde um período de quarentena, para ver se vai manifestar algum sintoma ou não, que são os 14 dias de quarentena", explica Roberta, citando que, “nesse momento, a gente orienta também que, caso nos dias pós doação, apresente qualquer sintoma de covid-19, com diagnóstico ou não, com sintoma suspeito, que avise imediatamente ao banco de sangue, porque muitas vezes a gente tem condição de bloquear algum hemocomponente produzido a partir da doação que ainda esteja em estoque", disse.

 

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