No mês de setembro iniciaram as atividades da Central de Triagem (CT) de Erechim. O laboratório regional é uma das estruturas montadas pelo Estado e integra o projeto Testar RS do governo, em execução pela Secretaria da Saúde (SES-RS), o qual possibilita que, enquanto o Lacen/RS e laboratórios parceiros realizem as testagens de casos graves e prioritários, as demais pessoas que não estão hospitalizadas, tenham a análise feita pelo laboratórios de outros estados. Nessa estratégia, mais de 32 mil amostras já foram encaminhadas para exames no Paraná e Rio de Janeiro.
Em Erechim, a Central de Triagem (CT) conta com um laboratório localizado na sede da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde que está estruturado para receber amostras de 79 municípios (região de Erechim, Palmeira das Missões e Ijuí).
A farmacêutica e coordenadora da CT, Priscila Rosa, destaca que, até o dia 16 de outubro foi feita a triagem de 546 amostras que foram encaminhadas para análise na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “O que percebe-se é uma agilidade expressiva nos resultados, sendo que, do tempo da coleta até o resultado, não tem ultrapassado 72 horas. Muitas vezes obtemos retorno em até 48 horas, incluindo o tempo de coleta”, salienta Priscila, reforçando que, desse modo, o diagnóstico das síndromes gripais fica ainda mais rápido. “Com a estrutura do laboratório podemos testar qualquer pessoa que esteja com síndrome gripal. Sendo assim, vale salientar que essa é uma vantagem muito importante do Testar RS, especialmente nesse momento epidemiológico, já que estamos com menos casos positivos para o novo coronavírus. Com a curva descendo, é bem importante que façamos essa vigilância”, destaca a coordenadora da Central de Triagem.
Ela pontua, ainda, que, caso uma pessoa procure atendimento e apresente os sintomas de síndrome gripal que os órgãos sanitários divulgam, ela pode realizar um teste RT-PCR por meio do Programa Testar RS. “Esse projeto permite que tenhamos um panorama que sinaliza, entre as síndromes gripais, quais são relativas ao novo coronavírus. Isso é válido para o monitoramento da situação epidemiológica, para que tenhamos um manejo mais adequado e um controle que pode interferir na permissão de funcionamento das atividades. Isso é muito importante, considerando essa fase de reabertura e retomada de muitos serviços”, afirma.
Fluxo dos testes
São enviados para fora do Estado aquelas amostras de casos de síndrome gripal (de pacientes não hospitalizados). Ficam no RS para testagem no Lacen e laboratórios parceiros (UFRGS, UFCSPA e HUSM) as amostras dos casos considerados prioritários. Eles são aqueles suspeitos de Covid-19 entre casos internados (por Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG), óbitos e que envolvam situações de surtos, residentes ou trabalhadores de Instituições de Longa Permanência (ILPIs), trabalhadores de saúde e indígenas. Desde março, o Lacen já realizou mais de 67 mil exames para o novo coronavírus.