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Erechim

Um novo projeto para a malha ferroviária

Arquiteto Arthur Peruzzo apresenta ideia para melhorar o transporte na cidade e aproveitar a ferrovia

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Por Da Redação - jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Giulianno Olivar

Recentemente, o jornal Bom Dia publicou um artigo de autoria do arquiteto Arthur Peruzzo, intitulado "Erechim 100 anos: revolucionar o transporte urbano... Um novo modo de ver e viver a cidade". Nele, o profissional apresenta uma possível alternativa para os problemas do transporte coletivo do município, e propõe o reaproveitamento da malha ferroviária já existente em Erechim como solução ao desafogamento das vias, sobretudo na região central da cidade. "Tem gente que propõe tirar os trilhos e fazer uma via de carro. De via de carro estamos cheios, a cidade está entupida, não vai desafogar coisa alguma. Isso não é solução".

Localização privilegiada

Desativada há 20 anos, a linha férrea de Erechim "abraça" a cidade, já que circunda boa parte do contorno da área urbana. O fato de já contar com uma base dessa proporção é, segundo Peruzzo, um privilégio. "O trilho abarca praticamente toda a cidade. Se incluísse no projeto um segmento que desse a volta por trás da BR, quase poderíamos fechar um anel. Só que teríamos que construir ferrovia para fazer essa anel, o que seria mais complicado. Ainda assim, ter esse ramal circundando todo o centro da cidade já seria fantástico, por que a área mais habitada e concentrada é essa", avalia.

Conectando polos de ensino

Coincidência ou não, nos dois extremos da linha férrea, estão localizados dois polos de ensino da região, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) de um lado, e a URI do outro. Mais um motivo para que a ferrovia seja reaproveitada. "Que coisa dadivosa que é isso. A ferrovia já é uma moldura da cidade, aí coloca um núcleo em uma universidade, e outro em outra universidade. Esses polos universitários vão crescer, vai estimular e favorecer o crescimento da cidade nessas regiões. A cidade só ganha", afirma Peruzzo, que vê uma oportunidade para outras pequenas intervenções. "Pode ter essa ferrovia como um sistema de transporte, e na margem pode fazer um caminho para as pessoas caminharem, uma ciclovia".

Estrutura já existe

Embora reconheça a vantagem de já existir toda a estrutura da linha férrea - o que representa uma economia considerável para o projeto, o arquiteto vê alguns problemas que considera de suma importância uma resolução o quanto antes. "A nossa ferrovia está decrépita, os dormentes estão podres. É preciso uma reforma, trocar os dormentes e criar um sistema de trem para isso. Mas o que é mais caro para implantar, já está pronto. E a gente está deixando isso apodrecer", lamenta.

Para Peruzzo, o sistema de trem mais adequado - e economicamente viável - seria o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). "Ele é a versão mais moderna de um trem urbano. É como você pegar uma carroceria de ônibus e colocar em um vagão de trem", explica o profissional, que lamenta o fato de o Brasil ter ficado para trás nesse tipo de transporte em relação a países desenvolvidos. "O trem tem uma característica de transporte muito boa. Houve uma época em que estávamos parelhos com os trens de Europa e Estados Unidos. Mas aí nós paramos, não tivemos interesse nisso e o que aconteceu? Eles se desenvolveram".

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