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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

O sete

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Que os números fazem parte da nossa vida, ninguém duvida. Tão logo nascemos já nos tornamos contribuintes. Basta o médico atestar o nascimento, preencher um formulário e saímos da “fábrica” com um CPF novinho em folha. Até a numerologia dá sentido aos algarismos. Mas como não entendo nada de numerologia, o que é uma pena, vou falar do número sete. Este eu conheço bem.

Cotidiano

Em minha última coluna disse algo que até hoje reverbera em minha mente. Poucas vezes me vi tão criativo quanto o dia em que defini o que faz um cronista: “aquele sujeito que, na ânsia de escrever sobre o cotidiano, tem o dom de complicar o que é simples e simplificar o que é complexo”. Vai dizer que não é verdade? Viu só, da complicada numerologia ao simples número sete, em poucas frases. Pobreza revestida do mais lustroso poder de síntese e da ausência de modéstia.

O sete

O sete está por todo o lugar. Nos dias da semana, na hora de acordar, na hora em que o dia termina. Na vida, por exemplo, é aos sete anos que se encerra a infância, quando o processo de reencarnação é finalmente concluído. Há pessoas, inclusive, que têm a memória apagada a partir de então. Não lembram nada. Mas nós, adultos, achamos que é mero esquecimento de criança. Nos casamentos, por exemplo, o sete é um número cabalístico. Quem vence a tal “crise dos sete anos” está pronto para enfrentar todas as outras que não viriam pela frente se o sujeito tivesse sucumbido à separação.

O sétimo dia

Quando finalmente desencarnamos, é comum haver uma missa ou celebração religiosa para marcar o “sétimo dia” da passagem. O engraçado disso tudo – apesar de não haver graça alguma – é que ninguém se questiona sobre o que seria a tal passagem, para onde vamos, se realmente vamos e o porquê de serem sete dias. Segundo os espíritas, esta semana tem como função permitir que as almas se despeçam da dimensão material em que viviam, assistam ao velório, observem o comportamento dos que ficam, até que possam compreender o processo da morte e, então, seguir para a nova etapa – da vida! De preferência, bem acompanhados pelos antepassados e espíritos de luz. Isto, é claro, só tem validade para os que acreditam que a vida não está no corpo e sim na consciência.

Páscoa

Na semana que passou, ficaram para trás os festejos da Páscoa, evento que congrega a fé cristã ao redor do planeta. Cristo, nosso modelo e guia, moral e espiritual, nos deixou este legado para que pudéssemos compreender que a vida é um eterno recomeço. Um recomeço como este meu. Sete anos se passaram desde que vi meu filho sair de uma UTI depois de passar quase três meses nela, me ensinando o que é vida e morte. Foi numa Sexta-feira Santa que ele foi para casa, depois de muito rezar e ser atendido. Pensando bem, se pudéssemos tirar um tempo e analisar, nossas vidas acabam por ser marcadas por ciclos e, muitos deles, a exemplo da infância, são acompanhados deste número mágico, sem esquecer, é claro, do poder da fé.

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