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Economia

Sistema FIERGS defende competição justa no debate sobre a “taxa das blusinhas”

Conceder tratamento tributário mais favorável a importados cria assimetria que dificulta a competição das empresas instaladas no país, alerta Federação

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FIERGS fachada.jfif
Por Assessoria
Foto Arquivo BD

  O Sistema FIERGS tem se posicionado de forma contundente no debate sobre a chamada “taxa das blusinhas”, defendendo a manutenção de condições equilibradas de concorrência entre produtos fabricados no Brasil e mercadorias importadas vendidas por plataformas internacionais. A entidade sustenta que a discussão vai além do comércio de vestuário e afeta diretamente a competitividade de diversos segmentos industriais e comerciais do país.

A posição da Federação parte do princípio de que a indústria brasileira está sujeita a uma ampla estrutura de custos, que inclui tributos, encargos trabalhistas, exigências ambientais, normas sanitárias e regras de defesa do consumidor. Quando produtos importados recebem tratamento tributário mais favorável, argumenta a entidade, cria-se uma assimetria que dificulta a competição das empresas instaladas no país.

No Rio Grande do Sul, o tema tem relevância especial. Cadeias ligadas aos setores têxtil e de vestuário, calçados, eletrônicos, brinquedos, cosméticos, artigos esportivos, instrumentos musicais e bijuterias representam cerca de 200 mil empregos e 40 mil estabelecimentos, a maior parte deles formada por micro e pequenas empresas. Para o Sistema FIERGS, medidas que ampliem a competitividade dos produtos importados sem garantir igualdade de condições podem comprometer a geração de renda e postos de trabalho nessas atividades.

A entidade ressalta que não é contrária às importações nem à liberdade de escolha do consumidor. O foco da defesa institucional está na busca por isonomia tributária e concorrencial, de forma que empresas brasileiras e estrangeiras disputem mercado sob regras equivalentes. Esse entendimento também está alinhado à atuação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apoiada pela FIERGS em iniciativas voltadas à defesa da indústria nacional e da igualdade de tratamento tributário.

Ao tratar do tema, o Sistema FIERGS reforça que a decisão final cabe ao consumidor, mas destaca os impactos econômicos de cada escolha. Segundo a Federação, adquirir produtos comercializados no Brasil significa fortalecer empresas que geram empregos, investem na economia local e seguem padrões nacionais de qualidade, segurança e proteção ao consumidor. Em síntese, a mensagem da entidade é que a competitividade deve ser construída sobre bases justas, preservando a capacidade de produção, investimento e desenvolvimento da indústria gaúcha e brasileira.

 

 

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