Preocupados em não dividir a atenção entre clientes e assaltantes, alguns comerciantes de Erechim decidiram contratar segurança particular para vigiar pequenos estabelecimentos em horário comercial. A insegurança tomou conta na área central e na periferia da cidade, onde a ação dos bandidos tem se repetido de maneira sistemática e com os mesmos modos de operação.
Na maioria dos assaltos os alvos têm sido os caixas em horários que coincidem com o final do expediente ou na hora de grande movimento. Armados e tripulando motos de baixa potência os criminosos agem em dupla e praticam roubos rápidos com foco no dinheiro. Nas madrugadas lojas estão sendo saqueadas após quebra de vidraças. Alguns criminosos já foram identificados e presos, mas enquanto muitos permanecem soltos, os detidos logo conseguem sair da prisão e retomam a vida criminosa.
Segurança como investimento
No mercado Dia a Dia, localizado na Avenida Pedro Pinto de Souza, que foi inaugurado há um mês próximo ao Bairro São Cristóvão, o administrador, Airton Silva, explica que decidiu investir em segurança para não ficar na mira de bandidos e atrair mais clientes. “É um custo alto para loja, mas o nosso intuito não é outro a não ser dar segurança ao nosso cliente final para que ele possa ir e vir dentro do mercado com total segurança, bancado pela nossa empresa. Com a segurança nós conseguimos manter nosso estabelecimento aberto em horários diferenciados, até às 21h.
Enquanto fazia compras o cliente Herlon Machado, disse que a segurança é fundamental, apesar de ser um gasto a mais, impõe respeito e previne um dessabor de ser assaltado. “Um investimento que se paga pela tranquilidade na hora da compra”, afirmou o cliente.
Um olho no cliente outro no assaltante
A empresária Oneide dos Santos, proprietária de um mercado e fruteira localizado no Bairro Bela Vista, conta que já foi assaltada e precisou contratar uma pessoa para fazer a segurança, todos os dias. “De outra forma não conseguiríamos. Gastamos um pouco mais, mas pelo menos dá um pouco mais de segurança para os clientes e para nós também.
Pelo menos a gente consegue trabalhar mais aliviado”, afirmou. O estabelecimento funciona há 14 anos e há 12 meses está no atual endereço onde trabalham cinco funcionários. Segundo a empresária o custo não é baixo, mas é uma alternativa para manter as portas abertas em horário de pico. “Trabalho mais segura, sem ter que olhar para a porta a cada barulho diferente, ou ficar de olho na rua, com medo. Assim posso dar mais atenção para os clientes e trabalhar mais tranquila”, relatou.
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