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Excesso de chuvas compromete trabalhos das Secretarias de Obras e Agricultura em Benjamin Constant do Sul

Dados do pluviômetro da Emater apontam 729 milímetros de chuva entre junho e 13 de agosto; excesso de umidade reduziu as condições para manutenção das estradas, serviços nas propriedades e início de novas obras

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Por Assessoria
Foto Divulgação

O elevado volume de chuvas registrado entre junho e os primeiros 13 dias de agosto de 2026 tem impactado diretamente o andamento dos trabalhos das Secretarias Municipais de Obras e Agricultura de Benjamin Constant do Sul. Conforme dados do pluviômetro da Emater/RS – Escritório Municipal, foram registrados 729 milímetros de precipitação no período, cenário que dificultou a manutenção das estradas rurais, a execução de serviços nas propriedades e o início de obras programadas pelo Município.

Os registros ajudam a dimensionar as condições enfrentadas pelas equipes municipais e pelos agricultores. Segundo a planilha de anotações do pluviômetro da Emater, foram contabilizados 200 milímetros de chuva em junho, 396 milímetros em julho e outros 133 milímetros entre os dias 1º e 13 de agosto.

No total, houve precipitação registrada em 21 dias, sendo seis dias em junho, dez em julho e cinco nos primeiros 13 dias de agosto. O impacto sobre os serviços, porém, vai além do número de dias em que efetivamente choveu.

Após precipitações de maior intensidade, estradas, lavouras e terrenos permanecem encharcados, exigindo um período de tempo firme para redução da umidade. Nessas condições, a utilização de patrolas, caminhões, tratores e outros equipamentos pesados pode ser prejudicada, especialmente em atividades que envolvem movimentação e preparação do solo.

Julho concentrou os maiores volumes

Julho foi o mês mais chuvoso do período analisado, com 396 milímetros acumulados.

Entre os episódios de maior intensidade, conforme as anotações da Emater, estão os 65 milímetros registrados em 1º de julho, 90 milímetros no dia 21, 68 milímetros no dia 22 e 60 milímetros no dia 28, além de outras precipitações distribuídas ao longo do mês.

A sequência de chuvas reduziu as janelas de tempo disponíveis para a execução de serviços que dependem de solo em condições adequadas.

O cenário avançou também para agosto. Entre os dias 1º e 13, o pluviômetro já havia contabilizado 133 milímetros, incluindo aproximadamente 75 milímetros no dia 7.

Dessa forma, mesmo durante os intervalos sem precipitação, o excesso de umidade acumulado nem sempre permitiu a retomada imediata dos trabalhos.

Secretaria de Obras concentrou esforços nos atendimentos emergenciais

Na Secretaria Municipal de Obras, as condições climáticas prejudicaram principalmente os trabalhos mais amplos de manutenção da malha viária rural, incluindo patrolamento, cascalhamento, recuperação de estradas e movimentação de solo.

Durante os períodos mais críticos, as equipes concentraram os esforços em atendimentos emergenciais e pontuais necessários para manter a trafegabilidade e garantir a segurança da população.

Entre os serviços executados estiveram desobstrução de bueiros, atendimento a quedas de barreiras, retirada de materiais das vias, recuperação de pontos críticos e outras intervenções que necessitavam de atendimento imediato.

O vice-prefeito Márcio Capelari, que durante o período de férias do secretário municipal de Obras, Ademilson Vaz, está à frente da Secretaria, destaca que existe uma demanda importante de serviços aguardando melhores condições climáticas.

“Temos muitos trabalhos programados e sabemos das necessidades das nossas comunidades. Neste período, porém, as equipes precisaram atuar principalmente nas situações emergenciais, garantindo acessos, desobstruindo bueiros e resolvendo os pontos que exigiam atendimento imediato. Para realizar uma manutenção mais completa das estradas, precisamos que o solo apresente condições adequadas. Assim que tivermos uma sequência de tempo firme, vamos intensificar os trabalhos e avançar sobre essa demanda acumulada”, destaca Capelari.

Pavimentação da Linha Zanadrea aguarda condições climáticas

O excesso de chuva também interfere no início de novos investimentos programados pela Administração Municipal.

O Município, por meio da Secretaria Municipal de Obras, está com os trabalhos programados para a obra de pavimentação na Linha Zanadrea, mas aguarda condições climáticas e de solo adequadas para iniciar os serviços.

Uma obra dessa natureza exige condições favoráveis para a preparação da base, movimentação de materiais e operação dos equipamentos. A execução de determinadas etapas com o solo excessivamente úmido pode comprometer a qualidade dos trabalhos e a durabilidade da pavimentação.

Com uma sequência de tempo firme e a redução da umidade do solo, a expectativa é de que os serviços possam ser iniciados no local.

Excesso de umidade também afeta a agricultura

Os impactos provocados pelas chuvas não ficam restritos às estradas e obras municipais.

A Secretaria Municipal de Agricultura também enfrenta dificuldades para executar serviços nas propriedades rurais, principalmente nas atividades que dependem da entrada de tratores, máquinas e outros equipamentos.

O excesso de umidade interfere no preparo do solo, no plantio das culturas e em diferentes atividades desenvolvidas pelos agricultores. Além das dificuldades enfrentadas diretamente pelos produtores, os serviços de apoio prestados pelo Município também dependem de condições adequadas para a operação das máquinas.

Como consequência, demandas foram se acumulando ao longo das últimas semanas.

O prefeito Nilton José Valentini destaca que o Município reconhece a importância desses serviços para as famílias do campo e que as equipes deverão aproveitar as condições climáticas favoráveis para ampliar os atendimentos.

“A agricultura é fundamental para o nosso município e sabemos que existem produtores aguardando serviços e condições para avançar no plantio e em outras atividades nas propriedades. Tivemos um período de muita chuva e não podemos colocar máquinas em áreas onde o solo não oferece condições, porque isso pode inclusive trazer prejuízos. Assim que o tempo permitir, vamos intensificar os atendimentos e trabalhar para recuperar essa demanda”, afirma o prefeito.

Benjamin Constant do Sul registrou 729 milímetros em pouco mais de dois meses

Os dados registrados pelo pluviômetro da Emater demonstram a dimensão do período chuvoso enfrentado pelo município.

Entre 1º de junho e 13 de agosto de 2026, foram registrados:

  • Junho: 200 mm – 6 dias com registro de chuva;
  • Julho: 396 mm – 10 dias com registro de chuva;
  • 1º a 13 de agosto: 133 mm – 5 dias com registro de chuva;
  • Total: 729 mm em 21 dias com precipitação registrada.

Os 21 dias com registro de precipitação não correspondem, necessariamente, a apenas 21 dias de interferência nos serviços. Dependendo do volume acumulado, o solo pode permanecer excessivamente úmido por um ou mais dias após a chuva.

Esse efeito se torna ainda mais significativo após episódios de grande intensidade, como os registrados durante julho e no início de agosto.

Por isso, mesmo um dia de sol após uma precipitação intensa não significa que estradas, lavouras ou áreas destinadas à movimentação de solo estejam imediatamente aptas para receber máquinas e equipamentos pesados.

Município aguarda sequência de tempo firme para intensificar trabalhos

Com a melhora das condições climáticas, a Administração Municipal pretende ampliar gradativamente as frentes de trabalho, tanto na manutenção das estradas quanto no atendimento às propriedades rurais e na execução das obras programadas.

A prioridade será organizar a demanda acumulada e avançar sobre os pontos de maior necessidade, aproveitando as janelas de tempo favorável para a execução dos serviços.

Enquanto as condições do solo continuarem limitando determinadas atividades, as equipes municipais permanecem mobilizadas para atendimentos emergenciais e para os demais trabalhos que possam ser executados com segurança.

Os 729 milímetros registrados pelo pluviômetro da Emater entre junho e 13 de agosto demonstram que, além da disponibilidade de máquinas, equipamentos e servidores, a execução de determinados serviços públicos no interior depende diretamente das condições climáticas e do tempo necessário para que o solo volte a oferecer condições adequadas de trabalho.

Fonte dos dados pluviométricos: Emater/RS – Escritório Municipal de Benjamin Constant do Sul, planilha de anotações do pluviômetro, 2026.


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