21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Erechim

Pioneiro é homenageado com nome de rua

Projeto que denomina Rua Antônio Mariga foi aprovado pela Câmara de vereadores

teste
Nome de rua.jpg
Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação - assessoria de imprensa

O plenário da Câmara de Vereadores aprovou o projeto de autoria do vereador Lucas Farina (PT), que denomina de Rua Antônio Mariga, artéria localizada no Loteamento Bem Morar, Erechim.

Em sua manifestação o proponente da homenagem ressaltou a importância de um resgate histórico sobre a saga de uma família com origem na região de Veneza, na Itália. Destaque para os descendentes de Primo Santo Mariga, que nasceu em 1869 e que imigrou para o Brasil em 1889.

Histórico da família

O primeiro membro da família Mariga se instalou, inicialmente, em Nova Trento (hoje Flores da Cunha) no Rio Grande do Sul e, ainda jovem, casou com Maria Meosso, nascida em 1874, com quem teve seis filhos: Amadeus, Antônio, Joana, José, Domingos e Batista.

A matriarca faleceu ao dar a luz a gêmeos, sendo que somente um deles, Batista, sobreviveu. Desta forma, primo teve que assumir a criação e a educação dos filhos ainda menores de idade.

A família migrou para Erechim no início do século passado. Em Erechim, depois de 1908, com o envolto da colônia nova de Erechim, o patriarca Mariga decidiu mandar os filhos mais velhos migrar para Paiol Grande. Na região do Alto Uruguai buscou terras férteis para produzir alimentos e gerar riquezas para a família.

Em 1912, os Mariga se instalaram em Linha Três, Gramado, caminho para Paulo Bento.

“Todos moravam num casarão de três andares com porão, onde produziam vinho e guardavam mantimentos. O segundo andar tinha muitos quartos, além do sótão que era destinado a acomodar a criançada. Ligada à casa principal, tinha outra ligada por um grande corredor. Ali havia uma sala para refeições cozinha e lavatório. O patriarca dos Mariga abrigou todos os filhos, mesmo depois do casamento deles. Num período de vida dessa tradicional família, a residência chegou a abrigar 42 pessoas. Apenas a filha Joana tinha casado e não morava no local. Como gostava de ver todos por perto dele, foram adquiridas mais áreas de terras lindeiras”, recordou Lucas Farina.

Quando Primo Mariga faleceu em cinco de março de 1939 aos 70 anos, o casarão ficou para o primogênito Amadeus e mais tarde para Domingos, filho seguinte, que permaneceu no local até a venda da serraria para a família Zampieri.

“A história dos Mariga não seria completa se não tivesse um religioso na família. Contam que o Primo Mariga fez a doação da madeira para a primeira igreja católica erguida em Erechim, por iniciativa da pioneira Elisa Vacchi nos anos 20”, resgatou o orador.

Sobre o homenageado

Após narrar o histórico da família Mariga, Lucas Farina voltou a falar sobre o homenageado. Antônio Mariga foi casado com Maria Bernardi e teve nove filhos: Raimundo (in memorian), Josefina, Helena (in memorian), Modesto, Ermelinda, Anastácia, Libera (in memorian), Auxiliadora e Pedro. Também teve 39 netos e 54 bisnetos. Casou-se por duas vezes, já que ficou viúvo, vindo a casar com a sogra do filho. Recebeu a graça de, em sua vida, ter 39 netos e 54 bisnetos.

Antônio sempre morou na Linha Gramado. Trabalhou com engenho de madeira e na agricultura, visto que os homens, naquela época, trabalhavam na serraria e as mulheres na lavoura e nos afazeres de casa. Com a renda compravam algumas áreas rurais e nos arredores. Sabia ler e fazia as contas com facilidade, o que incentivou a suas três filhas entrarem para o Convento para serem Freiras.

“Um homem que gostava de ver a família reunida, momento em que faziam filó e surpresas nos aniversários. Antônio participava da igreja, ajudava nas festas e colaborou na construção da comunidade. Participou das comunidades de Gramado e Paróquia Três Vendas. Ajudou a construir escola, capela e salão da comunidade.

Sempre ajudava os demais vizinhos, até mesmo com a castração dos seus animais. Uma pessoa alegre, trabalhadora e, principalmente, do bem. Antônio faleceu aos 77 anos de idade deixando aos seus familiares e amigos um exemplo de homem trabalhador, sempre com vontade de aprender a fazer coisas novas, como as pipas de vinho, como de conviver harmoniosamente com a sua família”, finalizou o orador.

Leia também

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;