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Opinião

Quem foi o General Osório (“Um gaúcho ilustre do RS e do Brasil”)

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Por Engenheiro Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

Continuando a série de matérias sobre algumas pessoas ilustres para o Brasil, RS, Região do Alto Uruguai e Erechim, retrato a esplendida trajetória de um renomado General Gaúcho, seus feitos e obras. Foi um dos maiores heróis militares da história do RGS e Brasil, o dito “Centauro dos Pampas”, o General Osório.

Manuel Luís Osório, nasceu em 10 de maio de 1808, em Conceição do Arroio – RS, e faleceu no dia 04 de outubro de 1879, no Rio de Janeiro, aos 71 anos.

Nascido no Rio Grande do Sul em 1808, Manoel Luís Osório foi criado nas terras dos avós maternos. Não frequentou escola formal e iniciou sua carreira militar pouco antes de completar 15 anos, em 1823. Entrou no Exército como soldado, lutou em quase todas as guerras do Império: Guerra da Independência 1822-1823, Guerra Cisplatina e Cerco a Montevidéu, Revolução Farroupilha 1835-1845, Guerra contra Oribe e Rosas 1851, Guerra do Paraguai 1864-1870, onde ficou famoso virando herói.

Alcançou a mais alta patente e adquiriu relevância nacional a partir de sua atuação na controversa Guerra do Paraguai (1864-1870).

Recebeu diversos títulos: Barão, Visconde e Marquês do Herval, chegou a Marechal e Ministro da Guerra em 1878. E foi condecorado como Patrono da Arma de Cavalaria do Exército. Sua patente final foi Marechal de Exército, recebendo o comando do Exército Brasileiro.

Seus principais feitos foram: a) decisivo na Batalha de Tuiuti - a maior batalha campal da América do Sul; Dentre todos os conflitos da Guerra do Paraguai dos quais Osório participou, os destaques ficam por conta da Batalha de Tuiuti (maio/1866), uma das maiores batalhas da América do Sul, em que sua atuação teve importância crucial para rechaçar o ataque paraguaio; e a Batalha do Avaí (dezembro/1868), ocasião em que as tropas brasileiras saíram vitoriosas, mas um tiro de fuzil destruiu completamente seu maxilar, mas se recusou a sair e liderou a carga final.

Seu grande diferencial dos demais generais, que comandavam na retaguarda, Osório ia na frente, lutando corpo a corpo. Por isso os soldados o idolatravam. Admirado não apenas por sua atuação no campo de batalha, que por vezes beirava a irresponsabilidade, tendo lutado corpo a corpo com inimigos no front, mas também por sua postura com companheiros e subordinados. Era percebido como um homem afável, corajoso e querido pelos soldados. De certa maneira, subvertia a hierarquia do Exército, falando de maneira igualitária com militares de patentes mais baixas e ensinava pelo exemplo.

Ferido na Batalha do Avaí, o general foi se tratar no Rio Grande do Sul. Porém, poucos meses após o acidente, precisou atender a um pedido do conde D’Eu, marido da Princesa Isabel, convocado a assumir o comando das tropas em lugar de Caxias. Osório foi requisitado como uma espécie de conselheiro, a fim de auxiliar o inexperiente comandante e, em meados de maio de 1869, ainda muito debilitado, se encaminhou ao Paraguai, onde não só prestou conselhos ao conde D’Eu, como foi novamente ao campo de batalha.

Também, era o militar "do povo". Valente, leal, patriota e que liderava pelo exemplo. Para o Exército ele é o símbolo da coragem na cavalaria. Segundo palavras do Barão do Rio Branco: "É uma das mais puras glórias do Exército Brasileiro. Nenhum outro General foi mais popular e querido que Osório".

Já envolvido em debates políticos, Manoel Luís Osório era monarquista liberal convicto, tanto que ingressou no Partido Liberal, tendo liderado a organização no Rio Grande do Sul no fim da década de 1860, já como general do Exército.

Em sua vida política foi Senador do Império em 1877. Em 1878, alçou o cargo de Ministro da Guerra, ao qual permaneceu até sua morte em outubro de 1879, aos 71 anos, vítima de pneumonia. Sua popularidade era tamanha que, no ano de sua morte, surgiu a ideia de erigir uma estátua em homenagem ao general. Em 1887, o monumento foi encomendado a Rodolfo Bernardelli por 160 contos de réis – quantia arrecadada pela própria população carioca, e em 1894, na Praça XV, a estátua equestre foi inaugurada em uma grande festa, como parte das comemorações de cinco anos da Proclamação da República, a qual compareceram cerca de 40 mil pessoas.

Como legado, foi homenageado com nome de praças, avenidas, a estátua na Praça XV no Rio de Janeiro, e até chafariz em Angra dos Reis.

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