Vereadores aprovaram, por unanimidade, os projetos de lei legislativo, de autoria do vereador Valdemar Artur Loch, no qual denomina artérias de nosso município de Rua Hellena Olczevski – Pioneira e Rua Zelir Olczevski – Cabeleireira, ambas localizadas no Loteamento Habitasul, no Bairro Atlântico.
Helena, filha de Alberto e Brunislawa Jorkowski, imigrantes poloneses, nasceu em Alfredo Chaves, atual município de Veranópolis no dia 12 de fevereiro de 1916.
Descendente de uma família numerosa, era a sexta filha de 13 irmãos trabalhando braçalmente da agricultura. A família mudou-se para o atual município de Áurea quando ainda era pequena.
Trabalhou muito para auxiliar no sustento dos próprios irmãos, estudou por pouco tempo o idioma português, ensinamentos básicos da época e a língua mãe, o polonês, deixando esta herança para os seus descendentes.
Casa-se no dia 31 de agosto de 1941 com João Olczevski, natural da mesma localidade que a sua, Veranópolios. Alguns meses após o casamento mudam-se para o município de José Bonifácio, já com o filho Henrique nos braços.
Naquela época, com muito trabalho e sacrifício, adquirem uma área rural, o Lote de número 51 da Linha 1 “A” da Secção Paiol Grande neste Primeiro Distrito, com área de 250 mil metros quadrados, cuja escritura foi lavrada em 29 de dezembro de 1942, onde atualmente encontra-se parte do Loteamento de Habitasul Empreendimentos Imobiliários. Residiu no mesmo local por 58 anos, mesmo após o falecimento de seu esposo João.
Acompanhava seu esposo na agricultura e ainda dedicava-se na produção leiteira. “Tudo era muito difícil na época, por viver muito tempo sem energia elétrica e sem transportes”, enfatiza.
Mãe de quatro filhos, Henrique, Leocadia, Ida e Lidia, educou-os dentro dos princípios religiosos, morais e éticos de acordo com os seus conhecimentos. Durante o dia não tinha tempo para poder ensinar os filhos, mas à noite verificava os cadernos, temas, caprichos, rezava as orações básicas, já que ninguém ia dormir sem antes ajoelhar-se, rezar e abençoar os seus pais.
“A missa dominical era sagrada, visto que arrumava os seus filhos e o único meio de transporte, uma charrete, os conduzia até a Igreja Matriz São José. Amava o que fazia e era muito apaixonada pela natureza, pois sempre dizia: a terra nos criou, nos dá o sustento e nos consome”.
Com o passar dos anos e com problemas de saúde ficou enferma por vários anos, vindo a falecer aos 90 anos no ano de 2006, deixando um exemplo de vida, que foi o trabalho, a coragem, a honestidade, a justiça, a fé religiosa, amor e muita bondade e espiritualidade.
Zelir nasceu no dia 18 de junho de 1944 em Erechim. Filha de Francisco e Hilda Ramos foi casada com Henrique Mário Olczevski. Foram abençoados com quatro filhos, Carlos Roberto, João Marcos, Leiza Luiza e Andreia Luciana. Ambos foram trabalhadores do que a vida lhes apresentou na época.
Sempre conduziram seus filhos dentro de uma educação de espiritualidade religiosa, trabalho e honestidade. Orientando e dando exemplos de que o melhor caminho para a vida seria a educação.
“Quando tudo parecia estar no caminho da realização, alegria e sonhos para o futuro, a vida lhes trouxe o infortúnio da morte inesperada de seu esposo, por uma descarga elétrica no seu trabalho, já que trabalhava na Companhia Estadual de Energia Elétrica com apenas 39 anos de idade em 1982. Seu filho mais velho tinha apenas 16 anos”.
Ficou viúva jovem, com quatro filhos, sendo que o esposo era arrimo de família, pois ela era do lar e sem uma profissão definida. Tudo se torna mais difícil, pois o salário que recebia era insuficiente para o sustento de sua família.
“Batalhou muito fazendo artesanato, sendo revendedora de produtos e confecções para complementar a renda da família. Nesta época, seu filho Marcos, com apenas 14 anos iniciou seu trabalho no escritório de Contabilidade em Chapecó ao lado de seu tio materno, sustentando-se e pagando os seus estudos. Zelir nunca desanimou, e nas horas vagas ainda auxiliava na Comunidade Capela Sagrado Coração de Jesus, na Rua Distrito Federal onde residia, dando bons exemplos aos seus filhos. Sempre disponível, colaborou muito com familiares, amigos e vizinhos”, pontuou.
O filho mais velho cursava Agronomia na Universidade Federal de Pelotas, com muito sacrifício, pois todas as despesas eram controladas. Enquanto todos se preparavam para as festas natalinas, a vida lhes pregou numa nova surpresa, Zelir deitou-se na noite do dia 14 de dezembro de 1988 quando faleceu. Hoje, Zelir teria nove netos e uma bisneta.