A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim realizou, no dia 10 de abril, a Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTA). A atividade reuniu docentes, pesquisadores e estudantes de mestrado e doutorado no auditório do Bloco dos Professores.
O evento contou com a participação da professora e consultora científica independente Annette Droste, responsável pela palestra “Construindo a excelência: bases e prioridades para um Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais”. Pela manhã, a pesquisadora também concedeu entrevista ao Canal TV Fronteira UFFS.
Atualmente, o campus Erechim conta com quatro programas de pós-graduação. Dois deles oferecem mestrado e doutorado — o PPG em Ciência e Tecnologia Ambiental e o Profissional em Educação — além dos programas Interdisciplinar em Ciências Humanas e em Geografia, avaliados pela CAPES.
O PPGCTA obteve nota 5 na avaliação da CAPES, indicador relacionado ao nível de qualidade do programa. “Isso significa que estamos diante de um programa consolidado, com qualidade reconhecida, fruto do trabalho conjunto entre docentes, estudantes e gestão institucional”, disse Annette Droste.
A pesquisadora abordou também aspectos relacionados à pós-graduação em regiões do interior, mencionando a concentração histórica de programas em grandes centros urbanos. “A interiorização da pós-graduação hoje é valorizada pela CAPES, especialmente na área de Ciências Ambientais. Isso representa uma oportunidade estratégica para programas como o da UFFS”, afirmou.
Durante a fala, foram mencionados desafios ligados à manutenção da qualidade e à inserção regional. “A universidade precisa se afirmar como protagonista no território onde está inserida. O impacto local da pesquisa é um diferencial importante”, pontuou.
A aula inaugural tratou ainda da área de Ciências Ambientais e da necessidade de integração entre diferentes campos do conhecimento diante de temas como mudanças climáticas, gestão de recursos naturais e sustentabilidade. “A confluência de saberes é essencial para responder aos desafios ambientais contemporâneos”, explicou Droste.
Outro tema abordado foi o uso da inteligência artificial na pós-graduação. “A inteligência artificial já faz parte do cotidiano acadêmico, tanto de alunos quanto de professores. O fundamental agora é estabelecer normas claras de uso, garantindo ética e boas práticas”, disse.
A CAPES publicou recentemente diretrizes sobre o uso da tecnologia na pesquisa e na formação acadêmica. “A tecnologia deve auxiliar, não substituir o trabalho intelectual”, acrescentou.
Ao final, a pesquisadora comentou sobre o momento do programa. “O caminho para a excelência já foi iniciado. Agora, é manter a trajetória, fortalecer a identidade e ampliar o impacto.”