21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

Ácido hialurônico ganha popularidade na estética e exige atenção aos riscos

Substância usada para hidratação e volume da pele tem efeitos temporários e requer aplicação cuidadosa para evitar complicações

teste
O ácido hialurônico é uma substância natural do corpo que mantém a hidratação da pele e ajuda na sus
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Basta uma busca rápida na internet para perceber como o ácido hialurônico ganhou espaço no universo da estética. Cremes, séruns, cápsulas e procedimentos injetáveis são amplamente divulgados como soluções para manter a pele jovem e hidratada. Nos últimos anos, a substância se consolidou como uma das principais aliadas no combate aos sinais do envelhecimento, embora seu uso exija informação e cautela.

O que é e qual sua função

O ácido hialurônico é uma molécula produzida naturalmente pelo organismo humano, também presente em outros animais. Sua principal função é reter água e manter a hidratação das células, especialmente nas camadas mais profundas da pele. Além disso, contribui para a sustentação e o preenchimento dos tecidos.

Com o avanço da idade, a produção dessa substância diminui. Esse processo leva à perda de firmeza, elasticidade e volume, favorecendo o surgimento de rugas e linhas de expressão.

Reposição e uso estético

Para compensar essa perda, muitos recorrem ao ácido hialurônico sintético. Em geral, trata-se de um gel estéril utilizado em procedimentos injetáveis para hidratar, restaurar volume e suavizar marcas do envelhecimento.

A aplicação é feita em consultório médico e exige rigor técnico e cuidados de higiene comparáveis aos de um procedimento cirúrgico. Quando realizada corretamente, a proposta é obter resultados naturais, recuperando volumes perdidos ao longo do tempo.

Resultados temporários

Apesar dos benefícios, os efeitos não são permanentes. O organismo absorve gradualmente a substância, fazendo com que os resultados diminuam com o tempo. A duração varia conforme o produto e a área tratada, podendo ir de seis a dezoito meses.

Diferenças entre formas de uso

Nem todas as formas de ácido hialurônico apresentam o mesmo efeito. As injeções atuam diretamente na estrutura da pele, promovendo mudanças mais visíveis e duradouras.

Cremes e séruns têm ação superficial, auxiliando principalmente na hidratação. Já as cápsulas orais contêm moléculas maiores, com menor capacidade de atuação nos tecidos. Embora alguns estudos indiquem benefícios, as evidências ainda são limitadas.

Quem deve evitar

O tratamento não é indicado para todos. Gestantes e pessoas com doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, psoríase e doença celíaca, devem evitar o procedimento. O mesmo vale para casos de colagenoses, como lúpus e artrite reumatoide, além de infecções na área de aplicação.

Riscos do uso inadequado

Embora considerado seguro quando bem aplicado, o ácido hialurônico pode causar complicações. O uso excessivo pode gerar desproporções faciais e aparência artificial.

Entre os riscos mais graves está a injeção acidental em vasos sanguíneos, que pode provocar obstrução e levar à necrose, morte do tecido por falta de circulação. Produtos de baixa qualidade, falhas na higienização e técnicas incorretas aumentam significativamente esses riscos.

Cuidados essenciais

Para reduzir complicações, o procedimento deve ser realizado por médico qualificado, em ambiente adequado e com protocolos rigorosos de assepsia.

Após a aplicação, é importante observar alterações como dor, calor, mudança de cor ou textura da pele. Evitar tocar na área tratada também ajuda a prevenir infecções.

Informação como aliada

O ácido hialurônico pode trazer benefícios relevantes quando utilizado de forma responsável. A popularização do procedimento, no entanto, reforça a importância de orientação profissional e do entendimento claro sobre resultados e riscos envolvidos.

Leia também

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;