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Especial

Protagonismo feminino que floresce em Paulo Bento

No campo, no comércio e nos serviços, mulheres mostram coragem que constroem caminhos

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Protagonismo feminino que floresce em Paulo Bento
Empreendedora rural, Magda Grando.jpeg
Agricultora, Liliane Piovesano.jpg
Agricultora, Fernanda Albuquerque.jpg
Empreendedora, Vanessa Chett.jpg
Secretária de Sáude, Rose Dalagnol.jpeg
Avicultora, Silvana Maria Bóz Florianovitch.png
Empreendedoras Gabriela (E), Karin e Sophia (D).jpg
Por Vivian Mattos
Foto Luciane Bueno

Entre o empreendedorismo local, a agricultura e a gestão pública, elas conciliam maternidade, profissão e sonhos, inspirando outras mulheres a acreditarem na própria força.

 

Persistência que impulsiona ao sucesso

A empreendedora rural Magda Grando encontrou na agroindústria familiar uma alternativa para garantir renda e permanecer no meio rural. Ex-costureira em Erechim, ela retornou a Paulo Bento após o casamento, onde decidiu investir na produção artesanal de farináceos.

A agroindústria é conduzida pelo casal, que participa de todas as etapas, da fabricação à comercialização. Mãe de dois filhos, Magda incentiva a formação dos jovens, que também auxiliam na produção quando necessário.

Magda se define como uma pessoa persistente e deseja que todas as mulheres busquem sua independência. “Lutem pelo que querem e não dependam de ninguém, como o marido, o pai ou a mãe. Cada uma deve construir o próprio caminho”, finaliza.

 

Mulheres no campo

A agricultora Liliane Piovesano cresceu no meio rural. Ela trabalha na propriedade ao lado da família, mantendo uma rotina baseada na agricultura familiar. “Tenho muito orgulho de ser quem eu sou. Sou mulher, mãe e agricultora”, ressalta.

Mãe de dois filhos, Liliane afirma que eles são sua prioridade. Ao falar sobre o papel da mulher na agricultura, ela ressalta que, com o tempo, as mulheres passaram a ter maior presença na lida do campo e nas decisões fora de casa.

Para outras mulheres, incentiva que sejam persistentes diante das dificuldades, sem esquecer do autocuidado. Liliane evidencia que as mulheres são únicas. “Cada uma tem sua força, sua coragem e seus defeitos, mas todas somos mulheres e temos que lutar por tudo o que queremos e desejamos conquistar”, finaliza.

 

Buscar e ocupar espaços

Fernanda Albuquerque viveu em Erechim, onde trabalhou como técnica de enfermagem enquanto cursava Enfermagem. A mudança para Paulo Bento ocorreu após conhecer o companheiro e enfrentar uma gestação delicada, que mudou os rumos de sua vida.

Ela optou por viver no interior, mais próxima da família. Apesar da adaptação desafiadora, esse período marcou o início de uma nova fase. Hoje, mãe de três filhos, Fernanda dedica-se à família, acompanha de perto o crescimento das crianças e também auxilia nas atividades da propriedade rural. “A maternidade é desafiadora, mas também é recompensadora. Poder acompanhar o desenvolvimento deles de perto é maravilhoso. São momentos e um tempo que não têm volta”, compartilha.

Para outras mulheres, transmite a mensagem de que são joias e podem chegar onde desejarem. “A mulher tem muita força e determinação, não pode se deixar levar ou desistir de algo. Precisa estar sempre em busca e ocupar os espaços que desejar”, conclui.

 

O sonho de empreender

Aos 21 anos, Vanessa Chett já atua no empreendedorismo local. Há cerca de dois anos, mantém uma loja de roupas no município e, mais recentemente, abriu uma açaiteria em parceria com a mãe, que já tinha experiência no ramo alimentício.

Inspirada por mulheres empreendedoras, Vanessa sempre acreditou na construção do próprio caminho. Para ela, ter um negócio próprio representa realização pessoal, orgulho e visão de futuro, além de incentivar outras mulheres a acreditarem em seus sonhos.

Além do empreendedorismo, Vanessa também representa o município como rainha. Ao refletir sobre o Dia Internacional da Mulher, Vanessa destaca que a data simboliza todas as mulheres, independentemente de suas escolhas ou funções. “Todas nós somos importantes, não importa o que fazemos ou quem somos”, afirma.

 

Valores valiosos aprendidos em família

Filha de agricultores, Rose Dalagnol carrega valores como empatia e respeito ao próximo e, hoje, atua como secretária de Saúde, função que exige sensibilidade no cuidado e na atenção às pessoas. Ela se define como uma pessoa humana, acessível e comprometida. Casada e mãe, Rose afirma que a família é sua maior motivação e que a simplicidade orienta seus princípios.

Ao falar sobre o Dia Internacional da Mulher, Rose destaca o significado histórico da data, marcada por lutas e conquistas que permitiram avanços em direitos e respeito. Para ela, o 8 de março simboliza protagonismo, mas também responsabilidade coletiva.

Segundo Rose, é essencial que as mulheres mantenham a solidariedade entre si, não se deixem abalar pelas dificuldades e sigam firmes em seus propósitos. “A gente pode ser plantada e pode florescer onde quiser, desde que haja determinação e equilíbrio”, resume.

 

Uma mulher determinada

Desde a infância, Silvana Maria Bóz Florianovitch acompanhou os pais no trabalho na propriedade da família e, hoje, administra a área ao lado da mãe, do esposo e do filho. A granja é referência regional em avicultura climatizada.

A sucessão familiar está encaminhada com a participação do filho, agrônomo, que atua nas lavouras e auxilia na granja. Para Silvana, incentivar os filhos a permanecer no campo é essencial para o futuro da agricultura.

Silvana é responsável pela gestão administrativa da granja e afirma que a atividade exige dedicação. Ela se considera realizada e reconhecida no ramo em que atua. “É raro ver mulheres à frente da avicultura. Por isso, ter uma granja na propriedade e ver tudo o que construímos ao longo do tempo é motivo de orgulho”, disse.
 

Três gerações que sonham e realizam

Uma propriedade rural se tornou exemplo de empreendedorismo feminino e valorização do meio rural ao reunir três gerações de mulheres em torno de um propósito comum: unir história, natureza e cuidado com os animais.

Antes de se mudar para o campo, a família de Karin Viviane Engel Gaiki morava em Erechim. Enquanto o marido trabalhava na propriedade, ela administrava uma videolocadora, mas, com o avanço da tecnologia, precisou se reinventar no mercado de trabalho.

Sem experiência no meio rural, Karin apostou no turismo rural. Buscou capacitação, fez cursos e adaptou a propriedade com estruturas já existentes. Hoje, o turismo é a segunda fonte de renda, com destaque para a hotelaria de cavalos, que abriga cerca de 30 animais.

A filha, Gabriele Gaiki Reik, formada em Ciências Biológicas, integra o projeto desde o início e contribuiu para a ampliação das atividades, com a implantação do turismo pedagógico voltado à educação ambiental, história local e contato com a natureza.

A terceira geração é representada por Sophia Antonella Reiki, neta de Karin, que cresceu entre os cavalos, participa da rotina da propriedade e sonha em cursar Medicina Veterinária e competir no Freio de Ouro da ABCCC.

No Dia Internacional da Mulher, elas deixam uma mensagem de incentivo: sonhar é essencial, mesmo que a realização leve tempo e enfrente desafios.

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