Em uma demonstração vibrante de engajamento social e consciência histórica, a cidade de Erechim sediou, no Dia da Consciência Negra, uma significativa Marcha Antirracista.
O evento, idealizado e organizado pelo Movimento Étnico-Cultural dos Negros de Erechim (MENE), teve como principal objetivo a conscientização sobre o papel fundamental do povo negro na construção da identidade e da nação brasileira, além de ser um forte grito de combate ao racismo estrutural.
A mobilização tomou a avenida Maurício Cardoso, reunindo uma diversidade de participantes, incluindo a comunidade em geral, diversos coletivos locais e representantes de universidades, Capoeira povo de Angola e dança Afro-brasileira. A união de diferentes setores da sociedade sublinhou a transversalidade da causa antirracista e a necessidade de um esforço conjunto para a superação das desigualdades raciais na região.
Vozes da Luta e Consciência
O ponto alto da marcha foi o momento de falas, onde lideranças dos coletivos além do MENE, Hip Hop Erexa, Coletivo Beatriz do Nascimento UFFS , Neabi IFRS, Associação Capoeira Povo de Angola, Associação dos Moradores do São Cristóvão, Coletivo Filhos do Orun Aiye Ase, professores e produtores culturais assumiram a palavra. Com discursos potentes e emocionantes, as lideranças reforçaram a importância da marcha como um ato de visibilidade e resistência, e destacaram o valor inestimável da luta coletiva e da atuação incisiva dos movimentos sociais.
"A Marcha não é apenas sobre memória, mas sobre o futuro que queremos construir: um futuro com equidade, onde o valor e a história do povo negro sejam celebrados e respeitados em todos os espaços. A luta é de todos, e só unindo nossas vozes seremos mais fortes contra qualquer forma de discriminação," declarou Monique Rosset liderança do MENE.
Encerramento com Alegria e Cultura
Após a caminhada e os discursos, o ato culminou em uma celebração que ressaltou a riqueza da cultura afro-brasileira, com uma animada roda de samba com Viny da Cor, transformando o espaço em um ambiente de alegria e confraternização. A música e a dança serviram como um poderoso lembrete de que a resistência também é feita de celebração, união e da exaltação da vida em honra a ancestralidade.
A Marcha Antirracista de 20 de novembro em Erechim se consolidou como um marco na agenda de direitos humanos da região, reforçando que a luta por um Brasil verdadeiramente plural e sem racismo é contínua e inadiável. O sucesso da mobilização demonstrou a crescente conscientização da comunidade de Erechim sobre a urgência do tema.