Na última semana, aconteceu dentro da Usina Hidrelétrica de Itá em Santa Catarina, um evento de conscientização a respeito do câncer de mama. Com o objetivo de informar e alertar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, a médica ginecologista erechinense Dra. Monique Fardo, do Hospital Santa Mônica, conduziu uma palestra para colaboradores e convidados da empresa.
A atividade fez parte de ações em apoio ao Outubro Rosa, movimento internacional que visa intensificar os esforços na luta contra o câncer de mama, reforçando a necessidade de exames regulares e do acompanhamento ginecológico periódico.
Durante a palestra, Dra. Monique destacou os principais sinais que podem indicar a presença da doença. “Os sinais geralmente são modulações aparentes ou palpáveis. Inversão de apenas um dos mamilos, saída de secreção por um dos mamilos e mudanças de simetria entre as mamas”, alertou a especialista.
Segundo a médica, o diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade. “A importância da consulta periódica ginecológica está na realização da mamografia dos 40 aos 74 anos de idade, que é fundamental para o diagnóstico precoce. O exame de mamografia é o único que detecta as lesões malignas quando ainda não há sintomas, ou seja, mais precocemente”, frisou.
A médica também ressaltou o papel essencial da conscientização para o enfrentamento da doença. “Conhecer os sinais e sintomas pode salvar vidas. A conscientização sobre o câncer de mama é essencial para aumentar as taxas de diagnóstico precoce”.
Números do câncer de mama no RS em 2024
Apesar de registrar a terceira maior incidência de câncer de mama no país em 2024, o Rio Grande do Sul apresentou uma queda de 8,9% no número de óbitos femininos pela doença. Foram 1.399 mortes registradas, contra 1.536 em 2023. Ao todo, o estado contabilizou 4.842 novos casos neste ano.
A taxa de incidência no Estado foi de 83,79 casos para cada 100 mil mulheres, com uma leve queda em relação a 2023, que teve taxa de 89,53 por 100 mil. A maioria dos casos, 49,2% ocorreu em mulheres entre 50 e 69 anos, justamente a faixa etária em que os exames de rastreamento são mais recomendados. Mulheres entre 40 e 49 anos representaram 20,3% dos casos, e aquelas acima de 74 anos, 11,7%.
Conscientização e informação como ferramentas de prevenção
Durante o evento, os participantes puderam tirar dúvidas e compartilhar experiências. Para a Dra. Monique, eventos como este são fundamentais para promover o cuidado contínuo com a saúde feminina. “Sempre há um efeito positivo desses eventos na atenção da mulher à sua saúde”, afirmou. Ela reforça que o câncer de mama ainda é o câncer ginecológico mais frequente entre as mulheres, o que torna imprescindível manter o tema em constante evidência.