Neste sábado, dia 18, comemora-se o Dia do Médico e mais do que um reconhecimento à profissão, a data convida à reflexão sobre o papel do médico na escuta e no cuidado com o paciente. Para o urologista Dr. Henrique Nonemacher, essa escuta atenta é parte fundamental do tratamento e vai além dos exames e protocolos.
Um vínculo que transforma o cuidado
“Eu lido com questões muito pessoais, que tocam diretamente a autoestima, a sexualidade e a confiança do homem”, explica o especialista. Ele conta que, ao estabelecer uma comunicação empática e criar um ambiente de escuta, percebe uma mudança significativa na relação com o paciente.
“Quando consigo falar a mesma língua, o paciente entende que do outro lado da mesa não tem só um médico, mas alguém que compreende o que ele sente. Isso muda tudo”, afirma. Segundo o urologista, essa confiança abre espaço para um cuidado mais efetivo. “Ele se abre mais, confia mais, segue melhor o tratamento e, principalmente, se engaja e perde o medo de se cuidar. Essa confiança faz o tratamento andar mais rápido e traz resultados que vão além do físico e devolvem segurança, tranquilidade e qualidade de vida”.
Diagnóstico começa com uma boa conversa
Em tempos em que os exames são cada vez mais tecnológicos e precisos, Dr. Henrique lembra que ouvir o paciente continua sendo uma ferramenta insubstituível. “Exames são essenciais, claro. Mas eu costumo dizer que o melhor instrumento de diagnóstico ainda é uma boa conversa”.
Segundo ele, quando o paciente se sente ouvido, traz informações e detalhes que não aparecem em nenhum exame. “Isso muda completamente a condução do caso. Além disso, quando ele percebe que o médico realmente o entende, a adesão ao tratamento cresce. Ele confia nas orientações, se envolve no processo e entende o porquê de cada passo”.
Qualidade do tempo, não quantidade
Com agendas cada vez mais apertadas, garantir uma escuta qualificada tem sido um desafio para muitos profissionais. Para o urologista, a chave está em como o tempo da consulta é utilizado. “Pra mim, o mais importante é que o paciente se sinta realmente visto e compreendido. Quando ele entra no consultório, aquele momento é dele”.
Ele destaca que o foco está na atenção plena. “Eu gosto de ouvir com atenção, entender o que está por trás dos sintomas e explicar o que está acontecendo de forma clara. Essa troca cria confiança, que é o pilar de qualquer tratamento.” Para ele, não é sobre quantidade de tempo, mas sobre qualidade de presença. “O paciente percebe quando o médico está ali de verdade, e é isso que faz a diferença no resultado do cuidado”.
A técnica mostra o caminho, mas é a empatia que caminha junto
Ao refletir sobre o equilíbrio entre ciência e sensibilidade, Dr. Henrique reforça que o conhecimento técnico é fundamental, mas não suficiente. “Mais do que tratar, nós médicos cuidamos de pessoas. Nesse sentido, eu entendo que a técnica te mostra o caminho, mas é a empatia que ensina a caminhar junto com o paciente”.
Para ele, o cuidado acontece quando o médico entende o momento, o ritmo e a história de quem está à sua frente. “A arte de cuidar está justamente nisso: em equilibrar precisão e humanidade para que o tratamento faça sentido para quem recebe, e não apenas para quem prescreve”.
Neste Dia do Médico, Dr. Henrique lembra aos colegas de profissão que “nunca devemos esquecer que a medicina é feita de pessoas e não de prontuários”. E reitera que olhar e ouvir o paciente além dos sintomas é o que mantém viva a essência da profissão.