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Erechim

Ana Oliveira anuncia futuro político

Vice-prefeita concedeu entrevista exclusiva à coluna Bastidores e disse que não pretende disputar nova eleição ou ocupar cargos públicos

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Ana Oliveira concedeu entrevista exclusiva ao Bom Dia
Por Antonio Grzybowski
Foto Antonio Grzybowski

A vice-prefeita Ana Oliveira (PMDB) não pretende mais disputar cargos eletivos ou ocupar cargos públicos. A decisão foi anunciada ontem (20), durante entrevista exclusiva à coluna Bastidores e não representa o fim da carreira política da mulher que disputou a prefeitura de Erechim nas últimas eleições e foi derrotada pela diferença de apenas 12 votos. Ana quer dedicar os próximos anos da sua vida à família, retomar o trabalho na iniciativa privada e continuar atuando pelo fortalecimento do PMDB na região, sendo interlocutora do Alto Uruguai junto ao governo do Estado. Entre as metas também estão a coordenação de campanha para a reeleição do deputado Gilberto Capoani  e o apoio para que a bancada do PMDB faça um bom trabalho de oposição na Câmara de Vereadores de Erechim.

Otimismo

Diferente do prefeito Paulo Polis (PT), que ainda afirma estar "lambendo as feridas" por não eleger a sucessora, Ana Oliveira não lamenta a derrota nas urnas e apenas agradece "a oportunidade de nos últimos 20 anos ter trabalhado pela minha cidade", diz. Ana foi secretária municipal, vereadora e vice-prefeita por oito anos.

Sobre a derrota

Na primeira entrevista após as eleições Ana Oliveira disse que ficou sabendo que não seria prefeita junto com os demais erechinenses. Ressaltou que sabia que a disputa seria acirrada, mas jamais imaginou que a diferença seria tão pequena. A chapa liderada por ela e Anacleto Zanella totalizou 23.807 votos, 39,80% do eleitorado. Luis Schmidt foi eleito com 23.819. Cálculos matemáticos apontam que com apenas mais sete votos, Ana reverteria o resultado do pleito.

Causas da derrota

A candidata derrotada acredita que o resultado das urnas teve como principal fator a conjuntura nacional. Segundo Ana, o desejo de mudança influenciou o eleitorado e afetou a continuidade do projeto estabelecido pelo atual governo. A vice-prefeita disse que diagnosticou o problema ainda na fase inicial do processo eleitoral, mas afirmou que em nenhum momento pensou em abandonar a coligação com o PT. "Princípios éticos e morais embasam a minha vida. Não seria neste momento que eu deixaria de cumprir um acordo estabelecido". Indagada se manteria a decisão de trocar o PT por outro partido na chapa majoritária, Ana Oliveira afirmou que "se partisse deles (PT) o pedido, iríamos conversar e avaliar. Mas este possibilidade não foi ao menos cogitada", destaca.

Ana também diz que não existem culpados pela derrota eleitoral e desmentiu os boatos de que pesquisas que apontavam a vitória fácil teria desmobilizado a militância. "Em nenhum momento ocorreu isso. Todos os estudos apontavam que o candidato vencedor não teria mais de 1% de vantagem", disse.

Oposição ao governo eleito

Calejada pela experiência no Executivo, Ana anuncia que o PMDB vai trabalhar forte pela oposição ao governo Schmidt e manda um recado para o prefeito eleito. "Existe um plano de governo que foi registrado no Cartório Eleitoral e submetido para apreciação da sociedade. Cada gestor sabe as propostas que apresentou e as alternativas para viabilizar tudo aquilo que foi prometido. Estaremos atentos ao cumprimento destas metas", finalizou Ana Oliveira.

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