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Saúde

Cálculos renais podem ser evitados com hábitos simples

Hidratação, alimentação balanceada e acompanhamento médico são fundamentais

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Pedras nos rins retiradas de paciente pelo urologista
Por Assessoria de Comunicação
Foto Arquivo Pessoal/Henrique Nonemacher

As pedras nos rins, ou cálculos renais, são massas endurecidas que se formam nos rins e podem migrar pelo sistema urinário. Esse deslocamento causa dor intensa na lombar, náuseas, vômitos, febre, sangue ou turvação na urina e dor ao urinar. Em casos graves, a obstrução pode levar à retenção urinária, aumentando o desconforto.

O que causa os cálculos renais

A formação está ligada ao consumo excessivo de alimentos ricos em sódio, proteínas, potássio, fósforo e cálcio. A baixa ingestão de líquidos é uma das principais causas, pois favorece a concentração de cristais na urina. Outros fatores incluem infecções urinárias recorrentes, doenças intestinais inflamatórias, uso crônico de medicamentos, predisposição genética e doenças raras como a hiperoxalúria primária.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas variam conforme o tamanho e a localização do cálculo. A dor lombar é a mais comum e pode irradiar para a virilha. Urina com sangue, turva, febre e vontade frequente de urinar também são sinais comuns. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames como ultrassonografia, tomografia e análise de urina, que identificam o tipo, tamanho e localização da pedra.

Tipos de cálculos renais

As pedras mais comuns são de oxalato de cálcio, ligadas ao consumo elevado de cálcio e oxalato. As de fosfato de cálcio têm formato prismático. Já as de ácido úrico estão associadas a dietas ricas em proteína. As de estruvita surgem após infecções urinárias e têm formato semelhante a uma tampa de caixão. Há também as de cistina, causadas por fatores genéticos. A identificação do tipo é feita por exames laboratoriais.

Tratamentos disponíveis

O tratamento depende do tamanho e localização do cálculo. Medicamentos analgésicos e antiespasmódicos ajudam no alívio das dores. Para pedras entre 4 e 10 mm no ureter, a tansulosina pode facilitar a eliminação. Medicamentos preventivos como hidroclorotiazida são indicados em alguns casos. Pedras maiores que 6 mm ou com obstrução podem exigir cirurgia, como litotripsia extracorpórea, nefrolitotomia percutânea ou ureteroscopia.

Alimentação e cuidados complementares

A ingestão de água e alimentos com alto teor hídrico, como melancia e pepino, é essencial. Reduzir o sal e a proteína animal também é recomendado. Chás como o de quebra-pedra ou hibisco podem auxiliar, mas não substituem o tratamento médico. O acompanhamento nutricional é importante na prevenção e recuperação.

Prevenção e acompanhamento

A prevenção envolve hidratação adequada, alimentação equilibrada e acompanhamento médico, especialmente para quem já teve cálculos. A detecção precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

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