Transtornos emocionais do ressentimento
Portadores de complexos vários, como o de inferioridade, de frustração sexual, acreditam “que tudo de desagradável que lhes sucede é desconsideração de pessoas ou de grupos”.
Como forma de compensar, os desajustes psíquicos levam o indivíduo a se manter sempre em guarda, pronto a revidar suspeitas imaginárias, de desejar “a infelicidade daquele a quem considera seu opositor” ou de subjugar e mesmo agredir quem o desprezou. (Conflitos Existenciais, pg. 65)
Como bem acentua Jerri Roberto Almeida, outro escritor e palestrante espírita, mencionando a psicanalista Maria Rita Kehl, o ressentido não quer perdoar, não quer esquecer, não se conforma até revidar de alguma forma aquilo que considera como ofensa recebida. (ALMEIDA, Jerri Roberto. A Convivência na Casa Espírita, pg. 70).
Esse desequilíbrio gera consequências perigosas no âmbito da vida espiritual pois, ao cultivarem a amargura, o rancor, o ódio, a vingança, vinculam-se a entidades do outro Plano que, encontram no sujeito, campo livre de atuação em processo obsessivo grave, pois que, identificam-se na mesma faixa de desajustes.
Indivíduos assim sofredores, diz Joanna de Ângelis, “transitam pelo mundo infelizes, cabisbaixos, sucumbidos ou exaltados, rancorosos” (Conflitos Existenciais, pg. 70), exteriorizando as mais variadas expressões (violência física ou verbal, ironia, desprezo, sarcasmos) como demonstração de sua pretensa superioridade intelectual ou moral.