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Saúde

Palestra abordou os desafios do Alzheimer e os caminhos para o tratamento

Conduzida pelo Dr. Rafael Badalotti, foi uma realização do Supera e contou com o apoio do Santa Mônica Centro Hospitalar

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Por Carlos Silveira
Foto Carlos Silveira

 

 Na noite de terça-feira, 16, junto ao Espaço Cooperar do Sicredi em Erechim, aconteceu importante palestra sobre o tema Alzheimer, momento em que foram apresentadas todas as informações essenciais para familiares, profissionais da saúde e comunidade presente.

 Com o tema “Alzheimer – Desafios e Caminhos para o Cuidado: O Despertar da Sociedade para a Saúde do Cérebro”, a atividade teve como palestrante o Dr. Rafael Badalotti, neurologista e neurocirurgião formado pela PUC-RS, mestre e doutorando em Cirurgia pela FEMPAr, além de professor de Medicina na URI.

 O encontro teve como objetivo despertar a consciência sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e estratégias de cuidado para pessoas com Alzheimer, uma condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo, impactando diretamente famílias e cuidadores. A palestra foi uma realização do Supera – Ginástica para o Cérebro e contou com o apoio do Santa Mônica Centro Hospitalar.

 O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o pensamento e o comportamento. É a forma mais comum de demência, atingindo principalmente pessoas acima dos 60 anos.

 Ela ocorre devido à morte gradual de células cerebrais, causada pelo acúmulo anormal de proteínas no cérebro, como a beta-amiloide e a tau. Nos estágios iniciais, os sintomas podem ser sutis, como pequenos esquecimentos, mas com o avanço da doença, a pessoa pode apresentar confusão mental, dificuldade para realizar tarefas simples, mudanças de humor e, em casos mais graves, perder a autonomia.

 Embora ainda não tenha cura, o diagnóstico precoce e os cuidados adequados podem retardar a progressão da doença e proporcionar mais qualidade de vida para o paciente e sua família.

         A data de 21 de setembro comemora a doença do Alzheimer e a palestra repassou aos presentes justamente os fatores da doença, os seus sintomas, prevenção apoio aos familiares e cuidadores, como combater os preconceitos dos pacientes que vivem com a doença.

         A palestra foi aberta para um público leigo, trabalhada de uma maneira mais coloquial e simples, mas tentando ensinar os conceitos básicos como a origem, a anatomia cerebral, a história da doença e os mitos e verdades sobre a doença.

         Na oportunidade foram tratados os 10 sinais de alerta, como a perda da memória recente, ou seja, não lembrar de fatos atuais, a repetição, a dificuldade em executar tarefas que antes eram normais, como dirigir e andar de bicicleta, escrever, como encontrar a palavra correta na hora de falar. “Uma série de alterações de ordem cognitiva”.

         Com relação da atuação da família quando um caso ocorre dentro de casa, Dr. Rafael destacou que deve, o mais breve possível, procurar ajuda para um tratamento correto. “Hoje temos drogas novas no mercado, com novidade de origem dos Estados Unidos, com excelentes resultados. A doença não tem cura, pois é neurodegenerativa, progressiva e fatal”.

         A maior incidência é acima dos 60 anos e alguns casos raros abaixo desta tabela. Com relação a hereditariedade, Rafael destaca que é uma pergunta que causa grande medo junto aos familiares. “Você tem alguém de primeiro grau com a doença na família, não quer dizer que vai ter, pois a genética responde por menos de 10% da doença”.

         Numa diferenciação sobre a doença e a demência em si, Rafael destaca que o Alzheimer é um tipo de demência, toda aquela que altera a cognição do paciente. “Temos muitas demências e  Alzheimer atinge 60% dos casos, ou seja, a mais importante de se tratar”.

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