A Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (FHSTE) realizou ontem, dia 17, o II Seminário de Segurança do Paciente, cujo tema central foi “Cirurgia Segura”. O evento foi promovido pelo Núcleo de Segurança do Paciente da instituição e ocorreu no Espaço Cooperar Sicredi UniEstados, reunindo profissionais da saúde de diferentes áreas para discutir boas práticas, desafios e soluções voltadas à segurança no ambiente cirúrgico.
Compromisso institucional com a segurança do paciente
Durante a abertura do evento, o diretor executivo da FHSTE, Rafael Ayub, falou sobre a importância do seminário como parte da transformação pela qual o hospital vem passando em relação à segurança do paciente.
“Foi uma grata satisfação ver esse auditório lotado num esforço que a nossa equipe toda do Santa Terezinha fez para poder oferecer esse Seminário”, complementou, agradecendo também aos colaboradores presentes e aos palestrantes convidados.
Ayub ainda aproveitou para reiterar que os aprendizados adquiridos no evento possam ser aplicados no cotidiano dos profissionais, compartilhando conhecimento para cada vez mais oferecer um atendimento de qualidade e segurança aos pacientes.
“Muito obrigado pela presença de todos e que a gente possa aproveitar ao máximo o que vamos expor aqui hoje”, concluiu.
Pré-operatório é o ponto de partida para a segurança cirúrgica
Abrindo a programação técnica, a enfermeira Adriana de Camargo Sodré, do Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF), falou sobre a segurança do paciente no pré-operatório, destacando etapas cruciais como a montagem da sala cirúrgica, controle de materiais e logística de abastecimento.
Segundo Adriana, o compromisso com a segurança do paciente independe do porte da instituição, pois “o paciente é sempre a prioridade, porque nós estamos lá todos os dias pelo paciente”.
Ela também abordou o conceito de segurança do paciente segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), enfatizando o papel das instituições em prevenir danos evitáveis. “O que é a segurança do paciente? Segundo a OMS, é o direito que toda pessoa tem de receber cuidados de saúde sem sofrer danos evitáveis”, explicou.
Evitar riscos e promover cultura de segurança
Durante sua fala, a enfermeira destacou ainda a importância de identificar e corrigir possíveis falhas nos processos assistenciais desde o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde, seja ele público ou privado.
“Hoje, dentro do centro cirúrgico, quando a gente faz a admissão do nosso paciente, tem muitas situações que a gente coloca esse paciente em risco. Então, cabe a nós evitar esses danos”, alertou Adriana.
Para a enfermeira, a cultura da segurança precisa ser compartilhada entre toda a equipe de saúde, pois “a segurança no ambiente cirúrgico é crucial para reduzir complicações, infecções e até mesmo mortes. Protocolos rigorosos garantem que todos os envolvidos estejam cientes dos riscos e procedimentos, promovendo uma cultura de segurança entre a equipe de saúde”.