A asma infantil é uma condição crônica que afeta os pulmões de bebês e crianças, provocando sintomas como chiado, tosse e dificuldade para respirar. Esses sinais podem surgir ainda na infância ou apenas na adolescência.
Embora a asma em crianças seja mais comum quando um dos pais é asmático, a doença também pode se desenvolver mesmo sem histórico familiar. Apesar de não ter cura, o tratamento adequado permite à criança ter uma qualidade de vida semelhante à de crianças sem asma.
Sintomas
Os principais sintomas da asma em bebês incluem chiado ao respirar, esforço ou dificuldade para respirar, e tosse provocada por situações como risos, choro intenso ou prática de atividade física. A tosse pode ocorrer mesmo quando o bebê não está gripado ou resfriado.
O risco de desenvolvimento da asma é maior quando há histórico familiar da doença e em ambientes com fumantes. A presença de animais em casa só representa risco se houver predisposição genética ou alergia aos pelos, já que, por si só, os animais não causam asma.
Diagnóstico
O diagnóstico da asma infantil pode ser feito por um pneumologista ou alergologista pediátrico. No entanto, o pediatra é geralmente o primeiro a desconfiar da condição ao observar os sintomas, podendo encaminhar a criança a um especialista.
Tratamento da asma em bebês
O tratamento da asma infantil é semelhante ao realizado em adultos. Ele envolve o uso de medicamentos e a redução da exposição a substâncias que possam desencadear crises asmáticas.
Em crianças com menos de 3 anos, o tratamento geralmente envolve nebulizações com medicamentos diluídos em soro fisiológico. O uso da "bombinha da asma" costuma ser iniciado por volta dos 5 anos de idade. Corticoides como Prelone ou Pediapred também podem ser prescritos para nebulizações diárias, com o objetivo de prevenir crises. A vacinação contra a gripe, antes do inverno, também é recomendada.
Durante uma crise, caso os medicamentos não façam efeito, é essencial buscar atendimento médico imediato, levando o bebê ao hospital ou chamando uma ambulância.
Além do uso de medicamentos, o pediatra orienta cuidados no ambiente doméstico para evitar o acúmulo de poeira e outros gatilhos que possam provocar crises.
Cuidados com o quarto da criança
Para prevenir crises, é importante adotar uma série de cuidados no quarto do bebê com asma:
- Utilizar capas antialérgicas em colchões e almofadas;
- Substituir cobertores por edredons ou evitar cobertores com pelo;
- Lavar semanalmente as roupas de cama;
- Limpar o quarto com aspirador de pó e pano úmido de 2 a 3 vezes por semana;
- Limpar pás de ventiladores semanalmente;
- Remover tapetes, cortinas e carpetes do ambiente;
- Evitar a entrada de animais no quarto da criança;
- Evitar mudanças bruscas de temperatura, utilizando roupas adequadas à estação;
- Reduzir ou eliminar o uso de bonecos de pelúcia, mantendo-os guardados e lavando-os mensalmente.
Esses cuidados devem ser estendidos a outros cômodos da casa para garantir que alérgenos não sejam transportados até o bebê.
Caso de crise
Em uma crise asmática, é necessário realizar nebulizações com broncodilatadores, como Salbutamol ou Albuterol, conforme prescrição médica.
O procedimento envolve colocar o número de gotas do remédio no copinho do nebulizador, adicionar de 5 a 10 ml de soro fisiológico, posicionar corretamente a máscara no rosto do bebê e ligar o aparelho por cerca de 10 minutos ou até que o remédio se esgote.
As nebulizações podem ser repetidas várias vezes ao dia, conforme orientação médica, até que os sintomas melhorem.
Quando procurar atendimento médico
Os pais devem levar o bebê ao pronto-socorro quando:
- Os sintomas não melhoram após a nebulização;
- São necessárias mais nebulizações do que o recomendado;
- O bebê apresenta coloração arroxeada nos dedos ou lábios;
- Há sinais de dificuldade respiratória e irritabilidade intensa.
Além dessas situações, é fundamental seguir as consultas de rotina com o pediatra para acompanhar o desenvolvimento da criança e avaliar a eficácia do tratamento.