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Saúde

Doar é transformar vidas trazendo esperança em meio à dor

Mesmo diante da perda, famílias escolhem a solidariedade e ajudam a reduzir a fila por transplantes

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As pessoas devem comunicar seu desejo de doar órgãos ainda em vida para facilitar o processo
Por Assessoria de Comunicação
Foto Schaline Guimarães – Comunicação FHSTE

A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar dor em esperança, assim como aconteceu nesta terça, dia 12 na FHSTE, onde foi feita captação de múltiplos órgãos, evidenciando o papel crucial que a doação tem para salvar vidas.

A perda de um ente querido é um momento de profunda dor, e decidir pela doação de órgãos em meio ao luto é uma escolha difícil. No entanto, esse gesto pode oferecer a outras pessoas a chance de recomeçar. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 46.700 pessoas aguardam na fila de transplantes no Brasil. No Rio Grande do Sul, são 1.779 pacientes esperando por um órgão, sendo 1.499 por um rim, 178 por um fígado, 16 por um coração e 86 por um pulmão. Além disso, 32.994 brasileiros esperam por transplante de córnea, número que inclui 1.194 gaúchos.

Apesar das dificuldades enfrentadas em 2024, como as enchentes que afetaram a logística e levaram à retirada temporária do RS da rede nacional de transplantes, o estado apresentou avanços. De janeiro a julho deste ano, foram realizados 1.634 transplantes, um crescimento de 5,6% em relação a 2023. Destacam-se os transplantes de córnea (882), rim (557), fígado (134) e pulmão (35).

O Rio Grande do Sul também superou a média nacional em taxa de conversão de doadores: das 780 notificações de morte encefálica, 194 resultaram em doações efetivas, uma taxa de 24%, enquanto a média do país é de 19%.

A espera por um novo começo

Por trás dos números, estão histórias humanas, como a de um erechinense que preferiu não ser identificado, que aguarda um transplante de fígado desde 2021. Diagnosticado com hepatopatia crônica e insuficiência hepática, ele compartilha a dura realidade de quem depende da doação para sobreviver.

"Fui encaminhado ao hospital, onde fui monitorado e, apesar de um período de estabilidade, o transplante ainda é necessário. O processo depende da disponibilidade de órgãos, da compatibilidade e da urgência do meu estado de saúde. Sei que é um caminho longo e desafiador, mas sigo lutando, com a ajuda da medicina e da fé", relata o paciente, que preferiu não se identificar.

A fila de transplantes funciona com critérios de compatibilidade e gravidade. Quem apresenta piora clínica pode ganhar prioridade, mas a escassez de doadores é um desafio constante.

A importância de comunicar a família

A legislação brasileira determina que apenas a família pode autorizar a doação de órgãos após a morte. Por isso, é fundamental que cada pessoa manifeste sua vontade em vida e converse com seus familiares sobre a decisão de doar.

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