Com presença em cerca de 70% dos lares brasileiros, os animais de estimação trazem alegria, mas também exigem cuidados com a saúde, tanto deles quanto dos tutores. Cachorros ainda lideram a preferência.
Entre os problemas mais comuns estão as doenças de pele transmissíveis entre pets e humanos. “Parasitas como pulgas, carrapatos, além da larva migrans, o conhecido bicho geográfico, são exemplos”, alerta a dermatologista Dra. Gabriela Busetto. Ela destaca ainda micoses, como a esporotricose, e infecções bacterianas, como as piodermites.
A escabiose, popularmente chamada de sarna, também merece atenção. “Há uma variante específica de humanos e outra de animais. No entanto, o ácaro que vem dos pets não costuma se reproduzir na pele humana”, explica Busetto. Mesmo assim, a exposição pode causar irritações temporárias.
As pulgas, por sua vez, são fonte de coceira intensa e reações alérgicas. “É importante evitar coçar para não abrir porta para infecções bacterianas”, reforça a médica.
Outro ponto de atenção são as dermatites de contato causadas por secreções, pelos ou saliva dos animais. O tratamento passa por evitar a exposição e, em alguns casos, usar medicamentos antialérgicos.
Cuidados essenciais
Manter a saúde do animal em dia é a melhor forma de prevenir essas doenças. “Vacinação, vermifugação e higiene adequada são indispensáveis”, orienta o veterinário Bruno Kowalski. Ele também recomenda manter o ambiente limpo, garantir banhos regulares e não compartilhar comida com os animais.
A convivência entre pets e bebês apresenta riscos proteção?
A chegada de um bebê não deve ser motivo para afastar o pet da família. Pelo contrário. “Estudos mostram que o contato com animais no primeiro ano de vida pode ser benéfico, ajudando a prevenir alergias e doenças de pele no futuro”, explica Busetto. O convívio saudável, com os cuidados corretos, fortalece o sistema imunológico da criança.