Cuidar da saúde bucal vai muito além da estética. O mau hálito, ou halitose, afeta cerca de 30% da população e pode ser sinal de problemas que comprometem não apenas a saúde, mas também a qualidade de vida das pessoas. O mau hálito, que é aquele odor desagradável que o paciente apresenta, pode ter diversas causas, desde questões bucais até condições médicas.
Prevenção começa com hábitos diários
De acordo com o cirurgião-dentista Dr. Rafael Fassicollo, a melhor maneira de prevenir a halitose é manter uma rotina rigorosa de higiene. Escovar os dentes de duas a três vezes ao dia, após as refeições, usar fio dental e enxaguante bucal são medidas fundamentais.
“O fio dental vai eliminar qualquer tipo de resíduo que tenha entre os dentes, evitando que apodreçam na boca e ocasionem a halitose”, pontua o dentista. Ele também reforça a importância das visitas periódicas ao consultório: “O ideal é que todos façam uma avaliação e limpeza profissional a cada seis meses”.
Impactos que vão além da saúde
Mais do que um problema físico, o mau hálito pode afetar diretamente a autoestima e as relações sociais. A preocupação constante com o odor da boca pode gerar ansiedade, vergonha e até levar ao isolamento.
“Imagina você fazendo uma entrevista de emprego para a qual está totalmente preparado, e de repente percebe que está com mau hálito. Será que isso não vai gerar uma ansiedade?”, questiona o dentista. “Daqui a pouco você não ser admitido nesse emprego pode causar uma depressão. São fatores que às vezes os pacientes não relacionam, mas está tudo interligado”.
Fassicollo revela ainda que tem percebido um aumento na procura por tratamento da halitose em seu consultório, e entre esses pacientes, muitos apresentam sinais de baixa autoestima, mesmo que não admitam abertamente. “Eles não usam o termo direto, mas eles relatam, sim”, afirma.
Mais importante do que o produto, é o cuidado
Em um mercado repleto de opções de escovas, cremes dentais e enxaguantes, o dentista destaca que o diferencial não está no valor dos produtos, mas sim na forma como são utilizados.
“Se pegarmos dois pacientes, um com grande poder aquisitivo e outro mais humilde, e dermos o mesmo kit de higiene bucal para ambos, o que terá melhor saúde bucal será aquele que realiza a escovação de forma correta”, finaliza.