A gengivite é uma inflamação da gengiva que provoca dor, vermelhidão intensa, inchaço, sangramento ao escovar os dentes, ao passar o fio dental ou ao ingerir alimentos mais duros, além de mau hálito persistente. É causada principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana ou tártaro entre os dentes e a gengiva, normalmente associado à má higiene bucal.
Fatores que contribuem para o surgimento
Embora a higiene inadequada seja o principal fator de risco, a gengivite também pode surgir por outras razões, como deficiências nutricionais, especialmente de vitamina C, alterações hormonais (como na gravidez e menopausa), uso de determinados medicamentos, diabetes descontrolada, imunidade enfraquecida (como em pessoas com HIV), uso de tabaco e até tratamentos como quimioterapia ou radioterapia para cânceres de cabeça e pescoço. Além disso, o uso de aparelhos ortodônticos, restaurações mal adaptadas e dentes desalinhados podem dificultar a limpeza, contribuindo para o problema.
Sintomas mais comuns
Os principais sintomas da gengivite incluem gengiva inchada e avermelhada, dor local, retração gengival (fazendo os dentes parecerem mais longos), sensibilidade a alimentos quentes ou frios, gosto ruim na boca e mau hálito constante. Um sinal clássico é o sangramento da gengiva, que pode ocorrer durante a escovação, ao usar fio dental, ao mastigar alimentos duros ou até de forma espontânea nos casos mais graves.
Quando a gengivite não é tratada
A ausência de tratamento pode levar à evolução da gengivite para periodontite, uma infecção mais profunda que afeta os tecidos de sustentação dos dentes. Isso pode causar amolecimento e até a perda dentária. Por isso, é fundamental procurar um dentista ao perceber os primeiros sintomas.
Diagnóstico feito pelo dentista
O diagnóstico da gengivite é feito pelo dentista por meio da observação clínica da gengiva e dos dentes. Sinais como sangramento ao toque, presença de tártaro e placas bacterianas, inchaço e vermelhidão são indicadores da doença. Exames de imagem, como raio-X panorâmico, podem ser solicitados se houver suspeita de periodontite, para verificar a perda óssea.
Tratamento e cuidados recomendados
O tratamento tem como foco eliminar a inflamação e prevenir complicações. A principal medida é a limpeza profissional feita pelo dentista, que remove completamente a placa e o tártaro. Também é avaliada a presença de cáries ou outros problemas que precisem de intervenção. Em casa, é essencial escovar os dentes corretamente, cerca de 30 minutos após as refeições, com escova macia ou elétrica e creme dental com flúor. O uso diário do fio dental é indispensável para eliminar resíduos entre os dentes.
Nos casos mais graves, o dentista pode prescrever antibióticos por cerca de cinco dias e recomendar enxaguantes bucais antissépticos para acelerar a cicatrização da gengiva.
Remédios caseiros: aliados, mas não substitutos
Alguns remédios caseiros, como chá de cravo-da-índia ou solução de água oxigenada, podem aliviar temporariamente os sintomas da gengivite. No entanto, é importante reforçar que essas opções não substituem a escovação correta, o uso do fio dental nem a limpeza realizada pelo dentista.
Prevenção é a melhor solução
A melhor forma de prevenir a gengivite é manter uma boa higiene bucal, com escovação adequada, uso de fio dental e visitas regulares ao dentista. Evitar o consumo excessivo de açúcar, álcool e tabaco também ajuda a reduzir o risco da doença.