Muito se fala sobre os perigos do colesterol alto, mas é importante saber que ele também tem um papel essencial no bom funcionamento do corpo. Entre suas funções estão a produção de hormônios como testosterona, estrogênio e cortisol, além da síntese de vitamina D e ácidos biliares, que são fundamentais para a digestão e da regeneração celular. O verdadeiro problema está no excesso, especialmente do tipo conhecido como "colesterol ruim", que pode levar a sérias complicações de saúde.
Colesterol bom x colesterol ruim
O colesterol circula no sangue associado a lipoproteínas, que definem se ele será benéfico ou prejudicial. O HDL (lipoproteína de alta densidade) é o chamado colesterol bom, responsável por remover o excesso de colesterol das células e levá-lo de volta ao fígado, onde será eliminado. Quanto maior o nível de HDL, melhor para a saúde.
Já o LDL (lipoproteína de baixa densidade) é o colesterol ruim. Quando presente em excesso, ele se acumula nas paredes das artérias, formando placas de gordura que dificultam a circulação sanguínea. Esse processo pode desencadear doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e até insuficiência cardíaca. O ideal é manter os níveis de LDL sempre baixos.
Colesterol alto costuma ser silencioso
Na maioria dos casos, o colesterol alto não apresenta sintomas. Ele costuma ser silencioso e só se manifesta em fases mais avançadas, quando já há acúmulo de placas nas artérias. Em algumas pessoas, podem ocorrer dores no peito, queimação, pontadas, palpitações, sudorese, falta de ar e fadiga. Em casos mais raros, surgem nódulos nos tendões ou manchas amareladas ao redor dos olhos. Por isso, a melhor forma de identificação é por meio de exames de sangue e acompanhamento médico regular.
Causas e fatores de risco
A genética tem forte influência no desenvolvimento do colesterol alto. Pessoas com histórico familiar devem redobrar os cuidados. No entanto, o estilo de vida também tem grande impacto. Entre os principais fatores de risco estão a alimentação rica em gorduras saturadas, sedentarismo, tabagismo, estresse, hipertensão, diabetes e obesidade.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, quem não apresenta fatores de risco deve realizar exames preventivos a cada cinco anos, a partir dos 20 anos.
A alimentação faz toda a diferença
Aproximadamente 30% do colesterol presente no corpo vem da alimentação. Por isso, o que se consome diariamente é decisivo para manter os níveis sob controle.
Alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação incluem os ultraprocessados, as gorduras saturadas (como óleo de dendê, óleo de coco e manteiga), os embutidos, as carnes vermelhas gordurosas, os queijos amarelos e gema de ovo em excesso.
Por outro lado, alguns alimentos ajudam no controle do colesterol são as hortaliças, frutas, grãos integrais, oleaginosas, carnes magras e peixes.
É possível controlar o colesterol?
Sim. O controle do colesterol pode ser feito com atitudes simples no dia a dia. Alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do estresse e exames médicos em dia formam o conjunto ideal para manter os níveis de colesterol sob controle e proteger o coração.