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Saúde

Doença de Lyme exige atenção para evitar complicações graves

Transmitida por carrapatos infectados, a condição tem cura, mas demanda cuidados imediatos

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A doença de Lyme tem cura e, na maioria dos casos, o tratamento com antibióticos é eficaz quando ini
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A doença de Lyme é uma infecção bacteriana transmitida pela picada de carrapatos infectados, principalmente da espécie Ixodes ricinus, e causada pela bactéria Borrelia burgdorferi. A condição pode causar desde sintomas leves até complicações graves, mas tem cura quando tratada precocemente. A seguir, entenda tudo sobre a doença.

Como ocorre a infecção

A infecção acontece quando uma pessoa é picada por um carrapato contaminado com a bactéria Borrelia burgdorferi. Esses carrapatos geralmente adquirem a bactéria ao se alimentar do sangue de animais como veados, ratos ou melros. Para que ocorra a transmissão, o carrapato precisa permanecer preso à pele por pelo menos 24 horas.

Pessoas que trabalham ou frequentam áreas de floresta, como caminhantes, campistas, agricultores, soldados ou trabalhadores florestais, estão mais expostas ao risco de contrair a doença.

Sinais e sintomas iniciais

Os sintomas da doença de Lyme surgem geralmente entre 3 a 30 dias após a picada. Os mais comuns incluem mancha vermelha na pele, com 2 a 30 cm, que aumenta de tamanho com o tempo; cansaço; dor muscular e articular; dor de cabeça; febre e calafrios; rigidez na nuca.

A mancha vermelha, geralmente em formato circular, é um dos primeiros sinais da doença. Como os carrapatos são muito pequenos, muitas vezes a pessoa não percebe a picada e só procura atendimento quando os sintomas se manifestam.

Sintomas mais graves e complicações

Se não tratada corretamente ou em tempo adequado, a doença de Lyme pode evoluir e causar complicações mais sérias, como:

- Artrite, especialmente no joelho, com dor e inchaço;

- Problemas neurológicos, incluindo dormência nas extremidades, paralisia facial, falhas de memória e dificuldade de concentração;

- Meningite, caracterizada por dor de cabeça severa, rigidez da nuca e sensibilidade à luz;

- Problemas cardíacos, como palpitações, falta de ar e desmaios.

Diante desses sintomas, é essencial buscar atendimento médico urgente para evitar riscos maiores à saúde.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença de Lyme é clínico e laboratorial. Os exames mais comuns incluem exame sorológico, para identificar anticorpos contra a bactéria Borrelia burgdorferi no sangue, geralmente realizado 3 a 6 semanas após a picada; hemograma; biópsia cutânea, conhecida como Warthin Starry, que embora não seja específica, pode apoiar o diagnóstico.

É fundamental que a avaliação seja feita por um infectologista ou clínico geral experiente.

Tratamento e recuperação

O tratamento é baseado no uso de antibióticos e deve ser iniciado o quanto antes para garantir a cura e evitar complicações. O antibiótico mais comum é a Doxiciclina 100 mg, administrada duas vezes ao dia por 2 a 4 semanas. Em crianças e grávidas, usam-se Amoxicilina ou Azitromicina. Em casos graves, o tratamento pode ser feito com antibióticos intravenosos em ambiente hospitalar.

Mulheres que estão amamentando também podem realizar o tratamento sem risco para o bebê.

Além dos antibióticos, em casos de artrite persistente, pode ser necessário realizar fisioterapia para recuperar a mobilidade das articulações. Medicamentos anti-inflamatórios, como o Ibuprofeno, também podem ser indicados.

Como prevenir

A principal forma de prevenção é evitar o contato com carrapatos. Para isso, recomenda-se:

- Usar roupas claras e compridas ao frequentar áreas de mata;

- Aplicar repelente nas partes expostas do corpo;

- Fazer inspeção cuidadosa no corpo após passeios ao ar livre, especialmente atrás das orelhas, couro cabeludo, umbigo, axilas, virilha e parte de trás dos joelhos.

Se for encontrado um carrapato preso à pele, ele deve ser retirado com uma pinça de ponta fina, puxando-o pela cabeça, sem torcer, espremer ou esmagar. Após a remoção, o local deve ser higienizado com água e sabonete ou clorexidina. É importante observar o local por até 4 semanas e estar atento a sinais de infecção.

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