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Saúde

O papel do pai no cuidado com mãe e bebê durante a amamentação

Envolvimento do parceiro influencia diretamente o sucesso do processo e fortalece os vínculos familiares

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A amamentação é um dos momentos mais importantes para toda a família
A amamentação é um dos momentos mais importantes para toda a família
Para o Dr. Adriel, o suporte emocional e prático do pai faz toda a diferença, ajudando a criar um am
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Divulgação

A amamentação é muitas vezes retratada como um momento exclusivo entre mãe e bebê. No entanto, por trás desse vínculo tão importante, há um papel igualmente essencial e, por vezes, pouco falado: o do pai. Mais do que um espectador, o parceiro tem influência direta no sucesso da amamentação, no bem-estar emocional da mãe e na criação de um ambiente saudável para o bebê. Para o médico ginecologista e obstetra e especialista em endoscopia ginecológica, Dr. Adriel Barro, “o apoio do parceiro é fundamental. Quando o parceiro demonstra compreensão, paciência e ajuda nas tarefas do dia a dia, a mãe se sente mais segura, tranquila e motivada a continuar”.

O valor do leite materno e seus benefícios

A importância da amamentação vai muito além da nutrição. De acordo com o especialista, “a amamentação, além de importantíssimo para o sistema imunológico do bebê, é um ato de amor e carinho”. O leite materno é insubstituível. “Nunca haverá uma fórmula capaz de substituir o leite materno”, enfatiza. Além de fornecer todos os nutrientes que o recém-nascido precisa nos primeiros seis meses de vida, ele o protege de infecções, alergias e doenças respiratórias. Para a mãe, esse processo também traz benefícios como a redução do sangramento pós-parto, ajuda na recuperação do útero, queima calórica e fortalecimento do vínculo com o bebê.

O apoio emocional no puerpério

Nesse contexto, o apoio emocional da família, especialmente do pai, é um fator determinante. O pós-parto, ou puerpério, é uma fase de intensas mudanças físicas e emocionais. A mulher enfrenta queda hormonal, cansaço extremo e inseguranças, que podem dificultar o processo de amamentar. “Nesse momento, o papel do parceiro é fundamental para que o casal enfrente juntos os desafios dessa fase”, reforça Dr. Adriel. Tarefas como trocar fraldas, cuidar da casa, preparar refeições, incentivar o descanso da mãe e estar disponível para ouvi-la são atitudes práticas que fazem grande diferença. “Participar ativamente, sem julgamentos, faz com que a mãe se sinta acolhida e mais confiante para superar os desafios iniciais”, afirma.

O papel do ginecologista na preparação do casal

O ginecologista tem também um papel central nessa preparação. Durante o pré-natal, deve incluir o parceiro nas conversas e orientações, promovendo um ambiente em que ambos se sintam parte do processo. “Acredito que a confiança na relação médico-paciente é fundamental para um acompanhamento eficaz”, destaca o médico. Além disso, ele salienta que é essencial que a mulher não se sinta pressionada: “A amamentação não deve representar um peso para a mãe. É comum que algumas mulheres enfrentem dificuldades significativas nesse processo, e isso não deve gerar frustração nem comprometer o vínculo e os cuidados com o bebê”.

Empatia e acolhimento no atendimento médico

Dr. Adriel também destaca o valor de se manter empático e acessível, mesmo sendo um médico homem em uma área ainda muito cercada por tabus. “Entendo essa percepção, mas acredito que a empatia e o respeito são essenciais, independentemente do gênero do profissional”. Ele garante que busca sempre criar um espaço acolhedor, onde a mulher possa expressar suas dúvidas sem medo de julgamento.

Presença com qualidade

Mesmo com a vida corrida na medicina, uns dos maiores ensinamentos que a paternidade lhe trouxe foi que “não importa a quantidade de tempo que você passa com seu filho, mas sim a qualidade com que você se entrega nesses pequenos momentos. Se você tiver apenas 30 minutos, que sejam 30 minutos inteiros, dedicados a ele”.

Com a chegada do Dia dos Pais, Dr. Adriel, lembra que “ser pai também é um grande desafio, pois, nos primeiros meses de vida do bebê, muitas vezes estamos mais como expectadores. Com o passar do tempo, começamos a assumir nosso papel de forma mais plena: tornamo-nos exemplo, participamos da leitura antes de dormir, criamos momentos especiais e, assim, passamos a fazer parte ativa da vida desse pequeno ser”.

Amamentação e paternidade ativa

A amamentação é muito mais do que um ato biológico, é um elo afetivo que se estende a toda a família. Quando o pai se faz presente, apoia e acolhe, ele fortalece não apenas a mãe, mas o próprio laço com o filho, construindo desde os primeiros dias, uma paternidade ativa, sensível e indispensável.

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