Muitos estudos comprovam que a música, quando inserida na vida de uma pessoa desde muito cedo, auxilia no desenvolvimento e no aprendizado em várias áreas. Pensando neste princípio, a direção e coordenação pedagógica das unidades escolares da Associação de Amparo à Maternidade e Infância proporciona aos pequenos o contato com a música, o cantar e os instrumentos através de diferentes e divertidas maneiras.
Uma criança que interage com a música pode vir a ter melhor coordenação motora, maior sensibilidade e criatividade, melhor comunicação e relacionamento em grupo, e mais facilidade em aprender. Assim, para marcar a passagem do Dia da Criança, foi convidada a Orquestra Belas Artes para uma apresentação especial para as mais de 250 crianças da Escola de Educação Infantil Tia Gelsumina e duas turmas de Maternais da Creche Mãezinha do Céu.
O encontro das crianças com parte da Orquestra da Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel aconteceu na manhã desta segunda-feira, 10, no pátio da EEI Tia Gelsumina. Elas ouviram músicas de Heitor Villas-Lobos, Johann Sebastian Bach e outros autores consagrados. A regência foi do maestro Gleisson Wojciekowski, que interagiu com as crianças dando lições básicas sobre como funciona uma orquestra. Cada músico apresentou seus instrumentos e explicou cada som, fazendo uma pequena apresentação individual. Os pequenos ficaram muito curiosos, bateram palmas, cantaram e fizeram perguntas.
Segundo a diretora das unidades escolares da Assami, Susana Opitz, a proposta de trazer a Orquestra para perto das crianças é desmitificar a ideia de que música clássica é específica e para poucos. “Muito pelo contrário. As crianças adoraram, porque, na maioria das vezes, foi a primeira vez que assistiram a uma apresentação”, afirmou.
Ex-aluno na orquestra
Um integrante da Orquestra Belas Artes, o músico Eduardo dos Santos, se emocionou ao retornar à Escola que fez parte da sua vida nos seus primeiros anos de vida. Segundo ele, a escola lhe traz boas recordações, tanto que não esqueceu onde era sua sala de aula, lembrou da árvore que era rodeada de pneus e até o cheirinho da comida afirmou que continua igual. Hoje, com 24 anos, Eduardo é bacharel em Canto pela UPF, professor de musicalização, violão e clarinete. Um exemplo que a diretora Susana Opitz fez questão de mostrar para as crianças.