O Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) reafirma sua relevância ao alcançar a 45ª edição, consolidando-se entre os cinco maiores e melhores eventos de cardiologia do mundo. A edição deste ano manteve o alto nível das edições anteriores, oferecendo um espaço confortável e bem estruturado para debates científicos, apresentação de avanços tecnológicos e troca de experiências entre profissionais consagrados e jovens cardiologistas do país e do exterior.
Programação científica: atualizações relevantes e temas emergentes
A programação científica desta edição foi marcada por uma abordagem inovadora, com foco em temas que despertam discussões clínicas relevantes. A médica cardiologista Dra. Ziliola Taglietti destacou o alto nível das palestras, com ênfase especial nas atualizações sobre hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e arritmias. Segundo ela, esses temas são de “extrema importância dentro da prática clínica cardiológica”.
Outro ponto de destaque foi a discussão sobre obesidade, com foco nas novas medicações injetáveis. No entanto, uma das palestras mais marcantes para a Dra. Ziliola tratou dos perigos do tabagismo e do crescente uso de cigarros eletrônicos. “Foi uma das melhores palestras do Congresso. O consumo de cigarros eletrônicos aumenta consideravelmente o risco de doenças pulmonares, cardíacas e cerebrovasculares”, alertou.
Inovações tecnológicas e inteligência artificial na cardiologia
Entre as principais novidades tecnológicas apresentadas, chamou atenção o uso da Inteligência Artificial aplicada à prática cardiológica, tanto no acompanhamento clínico quanto nos métodos de imagem. A expectativa é de que essas ferramentas auxiliem na tomada de decisões mais precisas e personalizadas para os pacientes.
Casos clínicos e discussões desafiadoras
O congresso também proporcionou sessões com discussão de casos clínicos complexos. Um dos casos mais marcantes para a Dra. Ziliola envolveu uma paciente jovem e atleta com um quadro de arritmia.
“Foi uma sala lotada, onde se discutiu intensamente se o melhor caminho seria o procedimento de ablação ou o acompanhamento clínico. O caso gerou um debate técnico de altíssimo nível”, comentou.
Participação internacional e troca de conhecimentos
A participação de profissionais internacionais acrescentou ainda mais profundidade científica ao congresso. Apesar das interações diretas com os palestrantes estrangeiros serem limitadas, os espaços dedicados a perguntas permitiram discussões produtivas.
“É nesse momento que tiramos dúvidas e até aprendemos algo novo com os questionamentos dos colegas”, relatou a médica.
Formação de novos cardiologistas: conhecimento e inspiração
O congresso se mostrou também um ambiente fundamental para a formação dos cardiologistas mais jovens, promovendo aprendizado intensivo, socialização e oportunidades únicas de contato com profissionais de renome.
“Tudo isso constrói o estilo de profissional que o jovem médico deseja ser”, destacou a Dra. Ziliola.
Diretrizes e perspectivas para a prática clínica
Entre os destaques científicos, estiveram os ensaios clínicos recentes e as novas diretrizes europeias de hipertensão, que segundo a cardiologista, devem influenciar diretamente a prática médica no Brasil.
“Acredito que impactarão muito na conduta em relação ao tratamento desta patologia”, afirmou.
Aplicação prática no dia a dia
Ao ser questionada sobre como pretende aplicar os conhecimentos adquiridos no congresso em sua rotina na cidade de Erechim, a Dra. Ziliola respondeu de forma direta. “Usando tudo que aprendi para ajudar o meu paciente a ter saúde, um estilo e qualidade de vida melhores e assim impactando diretamente no dia a dia dos pacientes, diminuindo então o risco de eventos cardiovasculares”.