Com a queda das temperaturas, cães e gatos ficam mais vulneráveis a uma série de problemas de saúde, especialmente respiratórios e articulares. Assim como os humanos, os pets sentem os efeitos do frio, e ignorar os sinais pode comprometer o bem-estar e a qualidade de vida deles. O médico veterinário Denison Kossmann Meneses, especialista em Clínica Médica e Cirúrgica e Diagnóstico por Imagem, alerta que mudanças no comportamento dos animais devem sempre ser observadas com atenção.
Doenças respiratórias: espirros e tosse são sinais de alerta
Durante o inverno, doenças respiratórias como a gripe canina (traqueobronquite infecciosa) e a rinotraqueíte felina se tornam mais comuns. Sintomas como espirros, secreção nasal, tosse, olhos lacrimejando, febre e cansaço indicam que algo não vai bem. Nos gatos, o isolamento e a falta de apetite também podem sinalizar problemas respiratórios. “Qualquer mudança no comportamento merece atenção”, reforça o veterinário.
Problemas articulares se agravam com o frio
O clima frio pode piorar dores e limitações causadas por doenças articulares como artrose e displasia coxofemoral. A rigidez muscular aumenta, dificultando a locomoção. Animais com essas condições tendem a levantar com dificuldade, mancar ou evitar movimentos. Acompanhamento veterinário é essencial para garantir conforto e manejo da dor.
Filhotes e idosos exigem cuidados redobrados
Filhotes e pets mais velhos são mais sensíveis às baixas temperaturas. Por terem menor resistência ao frio, devem ser mantidos sempre aquecidos, longe de correntes de ar e umidade. Roupinhas, caminhas elevadas e cobertas são bem-vindas. Também é importante evitar saídas nos horários mais frios do dia, como cedo pela manhã e à noite.
Dormir fora? Prepare o ambiente com proteção térmica
Se o pet dorme fora de casa, o ideal é garantir que o espaço seja coberto, seco e sem corrente de ar. A casinha deve ser isolada do chão, com cobertores ou mantas secas e, se possível, virada para o sol. Caixas de papelão com mantas, camas térmicas ou, em dias mais frios, trazê-los para dentro de casa ou para a garagem pode fazer a diferença.
Alimentação: mais calorias? Só com orientação
O metabolismo dos pets pode mudar no frio. “Animais ativos e que vivem em ambientes frios podem precisar de mais calorias, mas isso deve ser avaliado com o veterinário”, orienta Meneses. Pets sedentários ou com sobrepeso não devem ter a alimentação aumentada, para evitar ganho de peso. E atenção: mesmo no frio, a água deve ser oferecida com frequência, pois muitos animais bebem menos nesses períodos.
Banhos no inverno: menos frequência e mais cuidado
Durante o inverno, os banhos podem ser mais espaçados. O ideal é escolher os dias mais quentes, usar água morna e secar muito bem o pet, especialmente se ele tiver pelo longo ou denso. Evite dar banho à noite e utilize o secador sempre que possível. Banhos a seco ou lenços umedecidos próprios para pets são boas alternativas em dias muito frios.