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Saúde

Doença inflamatória intestinal: o desafio do controle diário

Condições como Crohn e colite ulcerativa exigem diagnóstico preciso e tratamento contínuo

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Com informação, orientação médica e adesão ao tratamento, é possível manter a doença sob controle e
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um termo que engloba condições crônicas caracterizadas pela inflamação persistente do trato gastrointestinal, sendo os principais tipos a colite ulcerativa e a doença de Crohn. Essas patologias afetam significativamente a qualidade de vida das pessoas acometidas e exigem acompanhamento médico constante. Ainda sem cura definitiva, o tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações.

Principais sintomas e complicações

Entre os sintomas mais comuns da DII estão dor abdominal, diarreia recorrente, perda de peso, febre, fadiga intensa, náuseas e vômitos. Em muitos casos, o paciente também pode apresentar fezes com muco ou sangue e uma sensação constante de urgência para evacuar, mesmo quando não há fezes. A inflamação crônica prejudica a absorção de nutrientes, o que pode levar a deficiências vitamínicas, anemia, osteopenia e até distúrbios cardíacos.

Esses sintomas variam de acordo com a gravidade da doença, o tipo de DII e o organismo de cada pessoa. Em períodos de crise, os sinais tornam-se mais intensos e debilitantes, exigindo intervenções mais rigorosas.

Diagnóstico e exames complementares

O diagnóstico é realizado por um gastroenterologista, que avalia os sintomas clínicos, o histórico médico e os hábitos alimentares do paciente. Para confirmação, são solicitados exames como hemograma, colonoscopia, endoscopia e ultrassonografia abdominal. Um exame importante no contexto diagnóstico é o de calprotectina fecal, proteína que se eleva em processos inflamatórios intestinais e ajuda a diferenciar a DII de outras condições gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável.

Tipos de DII: Crohn e colite ulcerativa

A Doença de Crohn pode acometer qualquer parte do sistema digestivo, da boca ao ânus, e caracteriza-se por inflamações transmurais, ou seja, que atingem todas as camadas da parede intestinal. Já a colite ulcerativa, ou retocolite ulcerativa, afeta apenas o intestino grosso (cólon e reto) e provoca inflamação contínua com formação de úlceras na mucosa intestinal.

Embora distintas, ambas exigem acompanhamento frequente e tratamento contínuo, uma vez que há risco de complicações como perfurações intestinais, hemorragias, obstruções e, em longo prazo, câncer colorretal.

Causas e fatores de risco

As causas da DII ainda não são totalmente compreendidas, mas estudos indicam que há uma interação complexa entre predisposição genética, alterações imunológicas e desequilíbrios na microbiota intestinal. Quando expostos a certos gatilhos – como infecções, uso precoce de antibióticos, dietas ricas em gorduras e proteínas animais, tabagismo e estresse – indivíduos geneticamente predispostos podem desenvolver a doença.

Fatores como uso prolongado de anticoncepcionais, gastroenterites recorrentes e até a etnia da pessoa também estão associados a um maior risco de manifestação da DII.

Tratamento e controle da doença

Embora a DII não tenha cura, o tratamento visa induzir e manter a remissão, aliviando os sintomas e evitando complicações. Entre os medicamentos utilizados estão anti-inflamatórios (como corticoides), aminossalicilatos (como mesalazina), imunossupressores (como azatioprina), antibióticos e terapias biológicas (como infliximabe e adalimumabe).

Em casos mais graves, especialmente na doença de Crohn, pode ser necessária cirurgia para retirar partes do intestino danificado. Além disso, a correção de deficiências nutricionais é fundamental, sendo comum o uso de suplementos de vitaminas B12, D, ácido fólico, cálcio e zinco.

Alimentação adequada: um pilar do tratamento

A dieta desempenha papel essencial no controle da DII. Durante as crises, é recomendado o consumo de alimentos de fácil digestão e pobres em fibras insolúveis, como arroz branco, purês, carnes magras, peixes, legumes cozidos e frutas sem casca. Alimentos inflamatórios ou de difícil digestão como laticínios, bebidas com cafeína, doces, frituras e alimentos industrializados – devem ser evitados.

Cada caso é único, por isso é imprescindível o acompanhamento com um nutricionista, que poderá orientar uma dieta personalizada e balanceada, evitando deficiências nutricionais e prevenindo novos surtos da doença.

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