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Saúde

III Seminário de Saúde em Erechim reforça a prevenção

Evento reúne mais de 200 participantes para debater práticas integrativas

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“Estamos aqui com várias entidades que compõem esse seminário para promover realmente a saúde da nos
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Marcelo V. Chinazzo

Erechim foi palco, no dia 15 de maio, do III Seminário de Prevenção e Promoção da Saúde do Alto Uruguai, realizado na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Com a presença de mais de 200 participantes e representantes de mais de 40 entidades, o encontro reforçou a importância das políticas de promoção da saúde, práticas integrativas e atenção primária para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e enfrentar os desafios da saúde pública na região.

O seminário integra as ações do Fórum Regional de Prevenção, Promoção e Saúde, que vem ganhando adesão de novas entidades a cada edição. O professor doutor Luiz Fernando Silveira Silva, anfitrião do evento, destacou a relevância de debater temas que impactam diretamente o bem-estar e a qualidade de vida. “A Universidade se preenche de significado quando recebe eventos como esse”, afirmou.

Fortalecimento das práticas preventivas

Durante o evento, autoridades regionais ressaltaram a necessidade de consolidar uma cultura de prevenção nos municípios. O prefeito de Ponte Preta, Josiel Griseli, representante da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU), celebrou a participação expressiva dos gestores municipais. “É fundamental debatermos, juntos, o que podemos melhorar na saúde pública local, com foco na prevenção e na promoção”.

Dimas Dandolini, coordenador da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, enfatizou o papel do estado em apoiar as práticas integrativas e complementares (PICS), hoje presentes em praticamente todos os 33 municípios da região. “Temos investido em estrutura e tecnologia, mas também em iniciativas que promovem saúde e evitam doenças”, frisou.

O papel das práticas integrativas

As PICS, que incluem desde terapias naturais até abordagens como meditação, acupuntura e fitoterapia, foram tema central dos debates. O secretário de saúde de Erechim, Vianei Mueller, explicou que essas práticas já demonstram impacto positivo na redução de atendimentos na rede convencional. “Estamos adaptando as terapias para alcançar um público mais amplo. A prevenção é o foco, e os resultados já são perceptíveis”, afirmou.

Para a representante dos hospitais e cofundadora do Fórum, Marcia Balen Matté, é preciso resgatar o valor histórico da saúde preventiva. “Mesmo com hospitais cheios, não podemos deixar de olhar para a prevenção. Ela precisa voltar a ser prioridade, como já foi no passado”, destacou.

Educação em saúde e transformação cultural

Além de gestores e profissionais da saúde, o seminário reuniu terapeutas, educadores e representantes da sociedade civil. Lucimar Pertile, parapsicólogo clínico e hipnoterapeuta, apontou a necessidade de uma abordagem mais humanizada e educativa. “O Fórum nasce da inquietude de quem vê a sociedade adoecer e quer agir antes que isso aconteça. Promoção e prevenção começam com conversa, educação e amor próprio”, disse.

SUS como base do cuidado integral

Os participantes também refletiram sobre os limites da estrutura hospitalar diante da crescente demanda por atendimento. “Não há mais hospitais que aguentem esse ritmo. É por isso que defendemos tanto a bandeira da prevenção”, reforçou Marcia.

O Rio Grande do Sul, com uma população cada vez mais idosa, sente os impactos da longevidade sobre o sistema de saúde. Para Dimas, o seminário foi um espaço essencial para repensar estratégias. “Precisamos buscar alternativas junto com a população e fortalecer a participação social nas decisões sobre saúde”.

Mudança de cultura e valorização da escolha

Implantar novas práticas e convencer a população a adotar abordagens alternativas ao tratamento tradicional exige, segundo Josiel, uma mudança de cultura. “As pessoas querem soluções rápidas, mas as práticas integrativas, mesmo levando mais tempo, oferecem mais qualidade. E é isso que queremos oferecer: uma escolha consciente para nossa população”.

O seminário reafirmou que saúde pública vai muito além do atendimento hospitalar. Com foco na prevenção, promoção e integração de práticas alternativas, o Fórum Regional se consolida como uma referência para transformar a realidade dos municípios do Alto Uruguai.

“Este evento mostra que é possível, sim, construir uma nova forma de cuidar da saúde, mais humana, mais preventiva e mais sustentável”, concluiu Lucimar.

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