A médica erechinense, Rafaela Adami, leu a matéria no Jornal Bom Dia, pelas redes sociais, “Mounjaro: nova opção no controle da diabetes tipo 2”, e como atua, nesta área, entrou em contato com a Redação para compartilhar algumas informações importantes sobre este assunto. Atualmente, Rafaela trabalha em Mossoró (Rio Grande do Norte) e é especialista em Medicina de Família e pós-graduada em Nutrologia.
Rafaela acompanha de perto os avanços da ciência no combate à obesidade e propõe ações centradas na promoção da saúde e na longevidade. “A chegada do Mounjaro representa um avanço importante, especialmente, para quem enfrenta resistência ao tratamento convencional. Mas reforço: só com acompanhamento profissional é possível garantir segurança, eficácia e resultados duradouros”, afirma a médica.
“A obesidade é uma condição crônica, inflamatória e multifatorial que compromete progressivamente a saúde metabólica e cardiovascular de milhões de pessoas no Brasil. Em maio, o país recebe um importante reforço terapêutico com a chegada do Mounjaro (tirzepatida) as farmácias. Aprovado pela Anvisa, o medicamento já possui indicação em bula para o tratamento da obesidade, além de ser utilizado no manejo do diabetes tipo 2”, observa a médica.
Conforme Rafaela, a tirzepatida representa uma inovação por sua ação como agonista duplo dos receptores de GLP-1 e GIP, hormônios que promovem saciedade, retardam o esvaziamento gástrico e auxiliam no controle da glicemia. Estudos clínicos multicêntricos demonstraram perdas de peso superiores a 20% do peso corporal, além de melhora significativa nos parâmetros glicêmicos de pacientes com diabetes tipo 2”, afirma ela.
Rafaela afirma que, apesar da empolgação com esta novidade, é fundamental lembrar que nenhum medicamento deve ser utilizado sem acompanhamento médico. “O uso de Mounjaro exige uma avaliação individualizada, com exames laboratoriais, orientação nutricional e, quando necessário, o suporte de uma equipe multidisciplinar”.
E, acrescenta, “automedicação pode trazer riscos sérios à saúde, incluindo hipoglicemia, distúrbios gastrointestinais, perda de massa magra e efeitos adversos mais graves”.
A médica destaca que, embora aprovado, o Mounjaro ainda não está disponível para compra, mas sua liberação nas farmácias é aguardada nas próximas semanas. “Sua dispensação será feita exclusivamente mediante prescrição médica, respeitando critérios clínicos e protocolos de segurança”, afirma Rafaela.
Por fim, a médica ressalta que o tratamento da obesidade vai muito além do uso de medicamentos isolados. “Exige uma abordagem abrangente, contínua e estruturada, que envolva mudanças sustentáveis no estilo de vida, acompanhamento psicológico quando necessário, suporte nutricional e prática regular de atividade física. O sucesso no controle do peso e na melhora da saúde metabólica está diretamente ligado à adesão a esse plano terapêutico multiprofissional”, enfatiza Rafaela.