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Saúde

Hospital de Caridade registra aumento nos atendimentos por doenças respiratórias

Até o dia 17, foram 20 consultas diárias, um número superior ao do mesmo período do ano passado

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A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger a saúde durante os picos de gripe e doenças re
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Divulgação

Com as quedas de temperatura e os números de atendimentos hospitalares subindo, as doenças respiratórias ganham destaque nas unidades de saúde. Até o dia 17 de abril, o Hospital de Caridade de Erechim registrou uma média de 20 atendimentos diários por casos relacionados a gripe e outras infecções respiratórias. “Esse número aumentou, quando comparado ao mesmo período do ano passado”, pontua a enfermeira Silvana Zago, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar.

Crescimento nos atendimentos respiratórios

Silvana aponta que houve um aumento significativo nas consultas a partir do dia 18 de abril, com a demanda quase dobrando em relação ao período anterior. "Ainda precisamos monitorar esses números, principalmente devido ao feriado prolongado e a possível redução nos atendimentos durante esse tempo", explica a enfermeira. A mudança de estação, com a chegada do outono e a proximidade do inverno, faz com que a procura por atendimento aumente, especialmente durante os períodos de pico.

Sintomas e grupos de risco

De acordo com Zago, os sintomas mais comuns que levam os pacientes a procurarem atendimento incluem tosse, coriza, cefaleia, dor de garganta, febre e dispneia. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias.

Protocolos de atendimento pós-pandemia

A pandemia de COVID-19 trouxe mudanças nos protocolos de atendimento. Hoje, por exemplo, quando é possível, é recomendado o isolamento imediato de pacientes com sintomas respiratórios suspeitos, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), principalmente as máscaras e, quando necessário, testagem para Influenza e COVID-19. "Esses protocolos visam não só proteger os pacientes, mas também reduzir a propagação de vírus em ambientes hospitalares", explica Zago.

Cuidados e prevenção

A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger a saúde durante os picos de gripe e doenças respiratórias. A enfermeira destaca a importância da vacinação, que, embora não elimine todos os casos, diminui significativamente a gravidade das doenças e as internações. "A vacina é atualizada anualmente, cobrindo as cepas de vírus que mais circulam no hemisfério oposto", explica. Além disso, a vacinação contra doenças como pneumonia, COVID-19 e DTPa (difteria, tétano e coqueluche) também são recomendadas para prevenir complicações respiratórias.

Outro ponto essencial, segundo Zago, é a etiqueta respiratória. Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com o antebraço ou um lenço descartável, além de lavar as mãos com frequência, são hábitos simples que ajudam a prevenir a disseminação de vírus. "Evitar ambientes fechados e mal ventilados e o uso de máscaras quando necessário são outras medidas eficazes", completa.

Atenção ao consultar um médico

Em casos de sintomas respiratórios, a orientação da enfermeira é clara: procurar um médico quando houver febre alta persistente, falta de ar ou tosse contínua. A automedicação, embora comum entre os pacientes, é perigosa e pode mascarar sintomas importantes. "Alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais graves, e o uso indiscriminado pode atrasar o diagnóstico correto", alerta Zago.

Crianças, gestantes, idosos e pacientes com doenças crônicas devem evitar qualquer medicação sem orientação médica.

Fortalecendo o sistema imunológico

Por fim, a enfermeira enfatiza a importância de hábitos saudáveis para manter o sistema imunológico fortalecido, prevenindo doenças respiratórias. Uma alimentação balanceada, rica em frutas e legumes, a ingestão de pelo menos 1,5 a 2 litros de água por dia, sono de qualidade, prática regular de atividades físicas e controle do estresse são fundamentais para manter o corpo preparado para enfrentar os desafios da estação.

Em um momento em que as doenças respiratórias estão em ascensão, as orientações de profissionais da saúde, como a enfermeira Silvana Zago, são essenciais para garantir que a população adote práticas preventivas e se proteja contra complicações graves.

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