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Saúde

Fibromialgia: a dor invisível que afeta milhões de brasileiros

A síndrome afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira, principalmente mulheres entre 30 e 50 anos

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A condição pode estar relacionada a uma predisposição genética, mas outros fatores também podem dese
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Para muitas pessoas, as dores intensas e persistentes por todo o corpo são uma realidade diária. Assim é a fibromialgia, uma condição crônica que afeta milhões de pessoas — em sua maioria mulheres — e, que ainda carrega muitos estigmas.

O que é fibromialgia?

A fibromialgia é uma doença reumática caracterizada por dor crônica e difusa no corpo, sem a presença de inflamações ou lesões aparentes. Mas não é “só dor”. Fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldades cognitivas, ansiedade e depressão também fazem parte do quadro.

Por não deixar marcas visíveis em exames convencionais, a doença é frequentemente desacreditada — até por quem convive de perto com os pacientes. Comentários como “é psicológico” ou “é frescura” são infelizmente comuns, contribuindo para o sofrimento emocional de quem já enfrenta desafios diários com os próprios sintomas.

Mas a ciência já comprovou: a fibromialgia é uma doença real, relacionada a alterações na forma como o sistema nervoso central processa estímulos. É como se o “volume da dor” estivesse constantemente no máximo, mesmo sem um motivo claro. Um toque leve ou um simples abraço pode ser interpretado pelo corpo como algo extremamente doloroso.

Entendendo os sintomas

A dor generalizada é o sintoma mais marcante, mas está longe de ser o único. Conheça outros sinais comuns:

- Dores crônicas: aparecem em pontos específicos, como pescoço, ombros, costas e quadris. Os reumatologistas avaliam até 18 pontos sensíveis durante o diagnóstico, mas as dores podem surgir em qualquer parte do corpo;

- Sono não reparador: mesmo após uma noite inteira dormindo, o paciente acorda cansado. Isso acontece porque o sono é frequentemente interrompido ou superficial, podendo ser agravado por problemas como apneia ou síndrome das pernas inquietas;

- Cansaço constante: a exaustão física e mental é um dos sintomas mais incapacitantes. A dor crônica desgasta o corpo e confunde o cérebro, intensificando a sensação de fadiga e afetando a concentração e a memória — fenômeno conhecido como “fibro fog”;

- Alterações emocionais: ansiedade e depressão são comuns e, muitas vezes, intensificam os demais sintomas. Esse ciclo entre dor, cansaço e sofrimento emocional exige atenção especial à saúde mental.

Esses sintomas, por serem comuns a várias outras condições, podem dificultar o diagnóstico. Por isso, o acompanhamento com um reumatologista é essencial para uma avaliação criteriosa e para a exclusão de outras doenças.

Causas e gatilhos

A origem da fibromialgia ainda não é completamente conhecida, mas sabe-se que fatores genéticos, traumas físicos ou emocionais, infecções e estresse prolongado podem estar envolvidos. Muitas vezes, a síndrome se manifesta após eventos marcantes, como acidentes ou perdas, ou pode surgir associada a outras doenças reumáticas, como lúpus e artrite reumatoide.

Como tratar e conviver com a fibromialgia

Apesar de não ter cura, a fibromialgia pode ser controlada. O tratamento é multidisciplinar e adaptado a cada paciente, combinando medicamentos, psicoterapia, fisioterapia, técnicas de relaxamento e, principalmente, atividade física regular.

Movimentos leves, como caminhada, natação, yoga e pilates, são altamente recomendados. Além de fortalecer o corpo e liberar endorfinas — que atuam como analgésicos naturais —, os exercícios ajudam a “reeducar” o cérebro e o sistema nervoso, reduzindo a hipersensibilidade à dor.

O mais importante é respeitar os limites do corpo e manter uma rotina gradual e constante, sempre com orientação médica.

Convivendo com empatia

A fibromialgia ainda é cercada de preconceitos e desinformação. Ouvir, acolher e respeitar quem convive com essa síndrome é fundamental. Afinal, embora invisível aos olhos, a dor é real — e merece atenção, cuidado e, acima de tudo, empatia.

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