A experiência prática é sempre inspiradora, sobretudo para guiar caminhos, auxiliar na construção do perfil de futuros profissionais e instigar reflexões sobre objetivos de vida. Nesta perspectiva, os participantes do II Congresso Internacional de Gestão, Tecnologia e Inovação (CONIGTI) da URI Erechim receberam, na noite de sexta-feira, 30, o navegador brasileiro Amyr Klink, comandante de embarcações que já realizou mais de 40 viagens oceânicas.
Amyr contou a sua história de vida e o seu interesse pelo remo. Destacou, entre outros aspectos, o envolvimento e o trabalho árduo para atingir seu objetivo. “Muita gente acha um esporte bonito, mas não tem a paciência, a perseverança e a persistência que tudo isso exige. Esses aspectos foram fundamentais para tudo o que eu fiz ao longo de minha trajetória”, observou.
O navegador também explicou que o perfil dos jovens de hoje tem provocado grandes frustrações. “Hoje vivemos a cultura do não-vínculo, de não vestir a camisa. Os jovens de hoje têm tantas tentações que já querem ir para o topo. Esquecem que é lindo ver na televisão o que eles querem ser, mas para fazer, de fato, exige muito comprometimento, aspectos muito difíceis de serem constituídos. O jovem sabe o que ele quer, aonde quer chegar, mas às vezes não quer percorrer o caminho e é isso que explica a frustração, que é um problema global da juventude. O jovem tem essa tendência de cortar caminho e, no mar, a primeira coisa que eu aprendi, é que não se corta caminhos”, enfatizou.
Ele destacou, ainda, que este é um problema global. “Vivemos em um país que se acostumou a fazer as coisas “mais ou menos”, pela metade e não temos mais espaço no mundo para isso. Os jovens vão ficar para trás se não derem o melhor de si. Temos que parar de fazer de qualquer jeito e brigar pela excelência. O futuro é já”. Sobre os anseios dos jovens em conquistar sucesso financeiro, ele foi enfático: “Trabalho não serve para ganhar dinheiro. O que você sabe fazer, seus valores e o que você é, são atributos absolutamente importantes e precisamos construí-los. Se a intenção dos jovens é só ganhar dinheiro, todos vão morrer na miséria. Não tem espaço no mundo só pra quem quer ganhar dinheiro – tem espaço para quem quer mudar, transformar e fazer a diferença”.