Na segunda-feira, dia 31 de março, comemora-se o Dia Nacional da Saúde e Nutrição, uma data que convida à reflexão sobre a importância de manter uma alimentação equilibrada e saudável para garantir o bem-estar físico e mental. Nesse contexto, o consumo de alimentos ultraprocessados se destaca como um dos maiores vilões da saúde pública, devido ao impacto negativo que gera a longo prazo.
Os riscos dos ultraprocessados para a saúde
De acordo com a nutricionista clínica e escolar, Eliza Momoli Lando, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados é responsável por uma série de complicações de saúde, como o aumento de peso e o desenvolvimento de doenças graves. “Esses alimentos são ricos em calorias vazias, o que contribui diretamente para o aumento de peso. Além disso, eles elevam o risco de hipertensão, doenças coronarianas, diabetes, esteatose hepática, dislipidemias, obesidade e até mesmo câncer”, alerta.
O impacto negativo desses alimentos é evidente, pois eles geralmente contêm altas concentrações de açúcar, sal, gorduras saturadas, corantes, conservantes e outros aditivos sintéticos que prejudicam a saúde. Apesar de serem mais práticos e acessíveis, esses produtos são nutricionalmente desbalanceados e podem gerar danos sérios ao organismo.
Classificação e alternativas
O Ministério da Saúde, por meio do Guia Alimentar para a População Brasileira, define os alimentos ultraprocessados como aqueles que passaram por diversas etapas de industrialização e contêm substâncias que não seriam usadas em uma cozinha comum, como óleos hidrogenados e aromatizantes artificiais. Esses produtos podem ser encontrados em forma de salgadinhos, biscoitos recheados, sucos em pó, entre outros.
Para a nutricionista, é possível substituir esses alimentos ultraprocessados por opções mais saudáveis de maneira prática no dia a dia. “A chave está em aprender a ler os rótulos dos produtos. Quanto mais ingredientes artificiais e desconhecidos estiverem listados, maior o risco de prejuízos à saúde”, explica Eliza. Além disso, ela ressalta a importância de cozinhar em casa, pois dessa forma é possível controlar o que está sendo consumido e garantir uma alimentação mais saudável.
A importância do microbioma intestinal
Além dos efeitos diretos no aumento do peso e nas doenças crônicas, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados também tem um impacto significativo na saúde intestinal. “Esses alimentos alteram a barreira intestinal e desregulam o equilíbrio entre as bactérias boas e ruins do intestino. Isso pode causar inflamações e desencadear problemas sérios, como síndrome do intestino irritável, doença de Crohn e diverticulite”, alerta Eliza.
Por isso, a nutricionista recomenda dar preferência a alimentos in natura, como frutas e vegetais, e minimamente processados, como grãos e leguminosas, que são mais nutritivos e têm um efeito menos prejudicial à saúde intestinal.
Consciência e escolhas saudáveis
Eliza Momoli Lando também destaca a importância de tomar decisões conscientes sobre a alimentação, especialmente no contexto da indústria alimentícia, que muitas vezes prioriza a praticidade e o lucro em detrimento da qualidade nutricional. “As pessoas precisam entender que as escolhas alimentares têm um grande impacto em sua saúde a longo prazo. Quando optamos por alimentos mais naturais e menos processados, estamos investindo em uma vida mais saudável”, conclui.