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Saúde

Como evitar e tratar as pedras nos rins

A ingestão de líquidos adequada é a principal medida preventiva

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A pedra passa a incomodar quando desce ao ureter, pois machuca ao descer ou por ser uma pedra maior,
Pedras depois de retiradas
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Divulgação

O cálculo renal, mais conhecido como pedra nos rins, afeta cerca de 10% da população mundial. No entanto, de acordo com pesquisas, apenas uma pequena parte desses casos exige intervenção médica, com 10% dos pacientes necessitando de tratamento cirúrgico ou manipulação instrumental. Mas, afinal, o que são essas pedras? Elas nada mais são do que cristais formados pela super saturação da urina.

A urina humana é rica em ácidos e sais minerais, como cálcio, sódio, magnésio e fosfato. Quando a ingestão de água é insuficiente, esses elementos se agrupam, formando cristais microscópicos. Com o tempo, esses cristais podem se aglutinar e se tornar cálculos visíveis. Em pessoas com predisposição genética ou estilo de vida inadequado, como a ingestão insuficiente de líquidos, o risco aumenta, tornando as pedras visíveis e potencialmente problemáticas.

"Se todos nós tivéssemos exames de imagem regulares, veríamos que praticamente todos têm alguns cálculos microscópicos. Porém, esses cálculos podem se tornar maiores, visíveis, e causar sérios problemas", explica o médico urologista, Dr. Henrique Nonemacher.

Sintomas e diagnóstico

O sintoma clássico da pedra nos rins é a dor intensa, conhecida como cólica renal, que ocorre quando o cálculo desce para o ureter — o canal que conecta os rins à bexiga. "Se a pedra for pequena, ela dificilmente causará dor. Mas, a partir de 5 ou 6 mm, a dor começa. Quando ela chega a esse tamanho, a pedra pode bloquear o ureter, impedindo a passagem da urina e causando distensão do rim", explica o especialista.

Além da dor intensa, que pode variar de acordo com a localização da pedra, outros sintomas incluem dor nas costas ou no abdômen, podendo irradiar para a região genital, como testículos ou grandes lábios femininos, dependendo da posição da pedra.

Como prevenir e tratar

A prevenção da formação de pedras nos rins é simples e direta: hidratação adequada. "Beber muita água é fundamental, pois ela ajuda a diluir a urina e evita a formação de cristais. Chás e sucos também ajudam, mas bebidas como café ou chimarrão não são eficazes como hidratantes", afirma o Dr. Henrique.

No caso do tratamento, o primeiro passo é o diagnóstico. Exames de imagem, como ecografias ou tomografias, são necessários para avaliar a localização e o tamanho da pedra. As opções de tratamento variam, dependendo da gravidade do caso e do tamanho da pedra. "Pedras grandes podem ser tratadas com litotripsia extracorpórea ou ureteroscopia flexível, em que quebramos a pedra com laser", explica o médico.

Fatores de risco e cuidados

A genética, a ingestão insuficiente de líquidos e hábitos de vida pouco saudáveis, como obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de álcool, aumentam o risco de desenvolvimento de pedras. A síndrome metabólica, que inclui condições como diabetes e hipertensão, também é um fator relevante. "Pacientes com sobrepeso e que consomem álcool em excesso têm maior probabilidade de desenvolver pedras, especialmente do tipo ácido úrico", alerta o Dr. Henrique.

E a recorrência? Se alguém já teve pedras nos rins, a probabilidade de formar novas pedras é maior. Mesmo após a remoção de uma pedra, é essencial o acompanhamento médico contínuo. "Sempre que o paciente se recupera de um cálculo renal, ele precisa ser monitorado para evitar novos episódios. Exames regulares, como urina de 24 horas, são cruciais para a prevenção", conclui.

Embora a pedra nos rins seja um problema comum e muitas vezes doloroso, ela pode ser prevenida e tratada de forma eficaz, com diagnóstico precoce, hidratação adequada e acompanhamento médico regular. Ao entender os fatores de risco e as opções de tratamento, é possível reduzir significativamente as chances de complicações e garantir uma melhor qualidade de vida.

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