Durante o Carnaval, a folia propicia o aumento do contato íntimo, aumentando o risco de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, a prevenção deve ser uma prioridade, alertam especialistas.
Andressa Vedovatto, Enfermeira Coordenadora da Vigilância Epidemiológica e do SAE Erechim, destaca que o uso do preservativo é a principal forma de prevenção e garante uma proteção de 100% contra as ISTs. Ela explica que muitas pessoas ainda acreditam que a relação oral não transmite essas infecções, quando, na verdade, pode sim. Além disso, muitas ISTs podem ser assintomáticas por longos períodos, o que torna fundamental o uso constante do preservativo, mesmo na ausência de sinais visíveis.
Além do preservativo, outras formas de prevenção incluem o uso da profilaxia pós-exposição (PEP) e da profilaxia pré-exposição (PrEP). A PEP deve ser utilizada após uma relação sexual desprotegida, até 72 horas depois, para reduzir o risco de contágio pelo HIV. Já a PrEP deve ser iniciada antes da exposição ao HIV, após avaliação médica.
Andressa também alerta para os riscos do abuso de álcool e drogas, que podem interferir na percepção e na decisão de usar preservativo durante o ato sexual. O consumo excessivo dessas substâncias pode levar à retirada do preservativo sem que o parceiro perceba, aumentando a vulnerabilidade a ISTs.
A realização de testes rápidos também é essencial, pois permite detectar ISTs em apenas 15 minutos. Esses testes estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sendo recomendados para todos, inclusive para quem não apresenta sintomas.
Por fim, tanto a PEP quanto a PrEP estão acessíveis nas UBSs e hospitais. No entanto, a PrEP, que requer acompanhamento mais rigoroso, como exames de função renal e hepática, está disponível apenas nos Serviços de Assistência Especializada (SAE).